Combinei com alguns amigos de sair à caça pela cidade… Saímos com o objetivo de chegar em algum local onde encontrássemos várias mulheres lindas, ricas, inteligentes e carentes, mas não sabíamos onde ir… A gente tomou uma num bar para aquecer e conversar besteira, quando percebemos já estava ficando tarde, 1 hora da manhã aproximadamente, tentamos tudo que era pub, boate e baladas que tivesse mulher na cidade, mas tava impossível entrar naquele horário, então fomos a um barzinho alternativo, estilo o antigo Garagem (no Recife), mas sem estar caindo aos pedaços. Chegando lá, haviam três mulheres no bar… E só! As três estavam juntas na mesma mesa. Um dos meus amigos chegou na mesa delas e levou um fora – se fudeu!
Certa hora, fui ao banheiro e estava rolando uma confusão com o dono do bar porque haviam homens entrando no banheiro feminino devido à cheiração de pó no WC masculino, o dono do bar argumentava dizendo: – Minha mãe usa esse banheiro, véééío. Nessa hora percebi que estavas bebo, pois comecei a achar a situação normal! Uma das meninas estava presente e iniciou-se um empurra empurra, deixa disso e tudo mais num cubículo minúsculo, aproveitei para me aproximar dela. Quando a confusão acabou a menina ia entrando no banheiro masculino e eu a puxei pro feminino e disse: – O seu o banheiro é esse aqui! – nos trancamos lá e tasquei um beijo nela e ela pediu pra eu passar na mesa dela depois!
Chegando na minha mesa os caras já estavam querendo ir pra casa, então informei-os que havia me dado de bem e ia ficar um pouco na mesa da menina pra saber qualé a da noite. Durante o papo sobre quem somos, da onde viemos e o que fazemos, ela me informou que já estudou muitas coisas (letras, artes cênicas, moda, cinema e outros), mas não terminou nada e hoje está no ramo dos “doces”. Antes que eu pensasse no tráfico de drogas ela me falou que fazia trufinhas e guloseimas de chocolate para a própria sobrevivência. Já que eu tinha ficado com ela mesmo (as outras 2 eram melhores), soltei toda minha carga de conhecimento em cultura inútil, “viagens psicossociais”, “a influência do mangue beat na formulação da estética da garrafa da skol beats” e essas merdas todas que fizeram ela me dizer: – Hoje tu vai dormir lá em casa!
Cheguei na casa dela já amanhecendo e tinha que trabalhar às 11:00 horas, só pensei em duas coisas: foder e ir embora – antes disso vale à pena falar sobre a casa dela: era uma mansão de 3 andares num dos bairros mais nobres daqui, gigante mesmo! Sendo que morava ela, a irmã e a mãe, todas com filhos. O 2o andar era o espaço reservado a ela e seus dois filhos, que não estavam no local. A casa tinha chocolate por tudo que era lado, uma melecagem felomenal! Triciclos jogados no chão e notei uns poemas na parede, percebendo minha atenção ela já veio querendo prolongar o assunto: – Ah, eu faço poemas também… – eu respondi cortando: – Não curto poemas! – imagina uma decoração neohippie caótica; e melada de chocolate! Um nojo!
Puxei pra cama e na hora de tirar a camisa ela hesitou, disse que tinha amamentado e não curtia os peitos, preferia foder de camisa, então comecei a imaginar que os peitos dela eram realmente feios e isso já baixou um pouco meu moral, bola pra frente, vamos lá… Até que tirei a calcinha e vi uma cena de filme pornô japonês.
Vocês conhecem aquele pornô japa que a mulher tem pentelho que vai desde a aba superior da buceta até a aba posterior do cú? Pronto, assim era ela! Brochei! Brochei mesmo, paumolecência e ela quando se deu conta disso começou a chorar! Chorou, chorou, chorou… E me perguntou o que foi que aconteceu. Eu já puto com a situação, disse que a culpa era dela mesmo porque não tirou a camisa, então ela chorou mais e eu fui tomar um banho pra ir embora. Saí do banho e ela estava mais calma, então sem muita conversa e já preparado pra o que estava me esperando, puxei a espada de São Jorge e fiz o serviço naquele dragão.
Mais do que nunca, eu queria ir embora, era uma questão de vida ou morte, já eram umas 9 da manhã e estava na minha hora, só que a louca escondeu a chave e não queria me deixar ir embora. Eu disse: -EU TENHO QUE TRABALHAR PORRA!!! – ela começou a chorar novamente dizendo que sempre que aparecia um cara na vida dela e que rolava uma afinidade nas auras e a sinergia dos cosmos se batiam em alfa na casa de leão em contrapartida ao horóscopo de aquários e blablablabla (ela realmente falava esse tipo de coisa!), ele sumia para sempre. Fiquei ouvindo essa merda até umas 10:30, eu querendo achar uma saída de emergência na casa dela e ela querendo amor e carinho. Até que quando ela me liberou, começou a chorar mais uma vez porque a gente não ia se falar mais. Fui honesto e disse: -Não é bem assim, anota meu numero! – fui falando calmamente o numero certo até que minha consciência gritou: -NÃO!!! NÃO!!! É uma cilada!!! – e então, pra não ser tãããão safado com ela, só dei um número errado, o último!
Dedico esse texto à um amigo, que mora longe…




