Arquivo para Junho, 2009

Boa música, bons momentos (by Jimbow)

As francesas sempre povoaram o imaginário masculino como sexy symbols, sem a menor sombra de dúvidas. Diria que o idioma francês, quando falado pelas mulheres obviamente, é incrivelmente afrodisíaco.

Tu m’as promis le ciel et la terre et une
vie d’amourin-grid
Tu m’as promis ton coeur, ton sourire,
mais j’ai eu des grimaces

Pois bem, recentemente ando escutando duas bandas, uma francesa mas que canta em língua inglesa e outra cantora que canta em língua francesa. Não é nenhum lançamento de mercado, é simplesmente uma revisita open minded.

O motivo do post é único: impressionar a gata. Uma das coisas que mais me chama atenção em uma mulher, a parte do lado físico, é o gosto musical. As mais sofisticadas também se impressionam positivamente quando escutam algo de “novo” com você, seja no carro ou fazendo amor.

A primeira banda é Nouvelle Vague. Traduzindo, significa “New wave”. Nascida nos últimos dez anos, o nome baseia-se no movimento da década de sessenta do cinema francês. Interpretam músicas da geração “New Wave”, como “Just can’t get enough” do Depeche Mode, “Dancing with myself” do Generation X (Billy Idol) etc.

A segunda é In-Grid, acrônimo para a sua singer, que se chama Ingrid Emiliana Alberini: gata, italiana, formada em filosofia e que canta em francês a maioria das canções. Lançada no mercado com a música “Tu es foutu (tu m’as promis)”,  atingiu maior sucesso na Polônia. Eu casava fácil com ela. Canta bem, gata e ainda é formada em filosofia! Ela deve ter um bafo desgraçado.. deve ser obsessiva, paranóica.. deve ter algum defeito, não é possível..

Sexta-feira: vinho e Nouvelle Vague. Apresentarei IN-GRID hoje.

Para quem quer conhecer:

IN-GRID: http://www.youtube.com/watch?v=HfP8lVfbg5w (Tu es foutu)
Nouvelle Vague: http://www.youtube.com/watch?v=AIH7GTV6X0k (Dancing with myself)

Marimoon é feia.

Uma rapidinha pra não perder a frequência…

Só conheci a Marimoon depois que ela entrou na MTV, nunca fui muito ligado em blog, fotolog e coisas do tipo, mas fiquei encantado pela blogueira com aquele jeitinho menininha punk que curte beijar as amiguinhas, esse jeitinho de menininha que revoltadinha sempre me deu muito tesão. Esta semana procurei algumas fotos, talvez em busca de algo picante e assim conhecer melhor minha sex-internet-symbol! Sem sorte, descobri que Marimoon é feia pra caralho. Normal, pensando bem, não tem como alguém de cabelo rosa ser bonita, ela mais parece um cruzamento de Real Doll com a Pantera Cor de Rosa. Meu tesão não passara de uma ilusão “idióptica”.

marimoon_sem_photoshop

Missão “Final de Semana” by Barrozo

Inicialmente tive a intenção de escrever um e-mail aos melhores amigos, contando as minhas pretensões para um final de semana especial, vi que poderia desenvolver um bom assunto e então pensei: Por que não escrever no Comida pra Macho?

De fato, estou um pouco envergonhado por não comparecer aqui. O amigo Jimbow tem preenchido este vazio, mas a minha desculpa é boa e sincera, estou numa correria tão grande que o cansaço mental não me permite mais pensar em escrever. Por outro lado, estou cheio de novidades, histórias boas para contar, receitas novas para desenvolver e quem sabe em breve volto a comparecer com mais freqüência… Mas vamos ao que interessa: a missão do final de semana.

Convém explanar o que vem acontecendo comigo de uns meses para cá; posso dizer que venho prezando pelo qualitativo ante o quantitativo, tive bons momentos como o carnaval em Caicó, os finais de semana de janeiro e em todos estes feriados que o Brasil faz questão de nos presentear. Conheci várias garotas e por acaso, algumas de Natal.

No último final de semana resolvi visitar o paraíso nordestino (Natal-RN) por conta do ARRAIASA, uma festa com Asa de Águia e algumas bandas de forró. O diferencial desta viagem é que resolvi ir sozinho. Normalmente viajo acompanhado de amigos que acabam com qualquer intenção de ter um momento de privacidade com as novas “amigas” nativas. Em outras palavras: é impossível comer uma garota em Natal com o quarto cheio de macho.

Voltando ao assunto, reservei um apartamento só pra mim e me mandei. Foram 4 horas viajando de carro, feliz e premeditando encontros e situações que acabavam no quarto, mais especificamente na cama, ou melhor, lavando o pequeno Barrozo na pia do banheiro (acho que deu pra entender o princípio, meio e fim dos meus planos). Tratei de organizar a minha agenda, determinei quem iria encontrar e qual o horário dedicado a cada uma das visitas.

Mas, como era de se esperar, nada deu certo! Algo demasiadamente planejado nunca funciona, e com o meu final de semana não tinha como ser diferente. A primeira escolhida não pode me visitar, tive que encaixar a segunda que se atrasou. Acabei indo para o show sozinho e já que estava só, pretendia permanecer desacompanhado e curtir o show “à moda pernambucana”. Porém encontrei a número 1 na entrada, perdi muito tempo até conseguir me esquivar dela, aproveitei para “me jogar nas pretas”, mas logo percebi que devia voltar para candidata inicial e tentar voltar acompanhado para o ap. Não deu certo! Ela teve que dirigir para uma amiga bebada… Resolvi nem ligar pra 3ª escolhida que pretendia ver no domingo, resolvi almoçar no melhor restaurante da cidade, o Camarões Potiguar, pois tinha certeza que ao menos daquele local eu sairia satisfeito.

Conclusão: 4 horas de viagem calado, ponderando sobre o quanto minha criatividade me prejudica.

By Barrozo

24h em Amsterdam (parte 3 de 3)

Já são 23h. Vamos para um outro lugar da cidade que está cheio de bares e boates. Chegando lá, coffee shop (2). Saindo do lugar bate uma crise de frio absurda. Musculatura toda travada, pés se arrastando para atravessar as ruas, tremendo, muito. Temperatura? Uns 12 graus, a mesma antes de entrar no coffee. Pleno verão europeu e 12 graus.

Entramos em um bar. Depois de sentarmos precisávamos consumir alguma coisa para justificar a “estadia”. Convido um amigo para o balcão e recebo um sonoro VAI TOMAR NO CU, VAI SE FUDER. Pergunto a ele o por quê e ele me repete as delicadezas. Explico que só estava convidando para pegar uma bebida no bar e ele aceita na boa.

Alguns não vão para a boate, que teoricamente estaria bombando, e estou nesse grupo. Voltar para o albergue, a missão. Sem conseguir entender o mapa direito (o mapa de Amsterdam não é coisa fácil de ser lida!) demoramos 1:30h para chegar, coisa que levaria no máximo 30min a pé.

No meio do caminho, parado em um cruzamento de uma praça me preparando para atravessar veio o sexto insight: chega um cidadão do meu lado dizendo que poderia me ajudar caso eu estivesse perdido e respondo gentilmente que sei para onde estou indo (ha ha ha). Prontamente o indivíduo olha para a praça e diz: “Esta é TIMES SQUARE, você sabia disso?!” Eu, sem entender direito, viro para a praça e procuro semelhanças com a Nova Iorquina, sem sucesso obviamente, e viro para ele perguntando, na maior cara de pau: “Você tem certeza que esta é TIMES SQUARE? “ Ele pára, pensa um pouco e vira para mim gesticulando:  “Não.. hum.. não.. talvez o outro lado, aquele lá, seja TIMES SQUARE”. Ok…

Chegando no albergue o maluco que estava dormindo na cama que eu deveria ficar CONTINUA dormindo! Seqüela é apelido.

Acordamos as 9, e o maluco, continuava dormindo. Saímos as 10, depois de um café da manhã regado a suco e suco. Tinha umas maças oleosas para comer que preferi não encarar. O bar era do lado do fumódromo, onde as 9:30h da manhã já tinham 5 pessoas carburando o cigarrinho do capeta.

Programinha cultural: museu Van Gogh, ruas da cidade, almoço, passeios, coffee shop (3), Red Light District novamente, desta vez de dia, algumas fotos mais e me vejo dentro do carro em direção a Bruxelas. Quatro horas depois chegamos, depois de termos entrado em duas auto-estradas erradas.

Conclusão: I amsterdam!!

24h em Amsterdam (parte 2 de 3)

Neste meio tempo, duas pessoas do grupo compram um Space Cake. Um singelo muffin de chocolate com instruções de uso! Bota fé?

Começamos a andar pelas ruas em direção ao Red Light. O problema são os TRAMS, trens com dois vagões que andam na superfície em meio aos carros e aos 300.000 ciclistas. O tempo todo com medo de ser atropelado. É aquela coisa: se você for atropelado em Amsterdam, mesmo sem ter consumido nada, NUNCA ninguém vai acreditar na sua história. Se você morrer então, vai ser para sempre o patinho feio drogado da família que morreu porque estava doidão. Esse foi o segundo insight!

O terceiro insight foi achar que éramos bandeirantes, do nosso Brasil varonil, desbravando um novo mundo, abrindo novos caminhos, construindo um novo país, anexando uma nova nação. “Somos bandeirantes cortando a foice árvores, abrindo clareiras na selva, colonizando e descobrindo o admirável mundo novo de Huxley!*”

Chegando em uma das pontes no Red Light District, já meio escuro e todas as luzes das vitrines pornôs acesas, veio o quarto insight quando começo a cantar: “Everybody, wants your body yeah.. Backstreet’s back all right!” Todo mundo cantando junto comigo, quase como num coral gospel imitando o Queen em Bohemian Rhapsody, só que a letra é ROCK YOUR BODY, mas o insight está justamente aí, na vitrine todas as mulheres se exibindo WANTS YOUR BODY ficou perfeito. Não perguntem por que veio essa música na cabeça e a mudança da letra.

Certas horas conseguia isolar a audição só para o meu ouvido direito, depois o esquerdo, podendo escutar com perfeição tudo que me falavam ao redor. Aquele frio, as pessoas, os canais, o Red Light, putz, que mágica!

Andando pelo Red Light paramos para trocar uma idéia e saber quanto era: 50 euros por 20 minutos. Você entra, a mulher fecha a cortina, e manda ver ali mesmo pelo visto. Vimos dois caras que estavam com seus respectivos grupos e resolveram encarar, lógico que foi a maior zona dos amigos. O Red Light é muito louco, nessa hora me veio o quinto insight: “Como será que os pais educam os filhos aqui em Amsterdam? “ Criar um filho na Babilônia não deve ser coisa fácil! Prostituição e drogas não são ilegais e, apesar de todo mundo saber que existem em qualquer lugar do mundo isto ainda é visto com maus olhos. E quando estes valores perdem o valor? (meio clichê mas não achei outra forma) O que você ensina para os seus filhos? “Filhinho, use pouca droga tá? Coma poucas putas também.. não é porque é todo mundo faz que você tem que fazer. Por exemplo, se todos estiverem comendo bosta, você não vai comer não é?

Continua…

* Aldous Huxley – The doors of perception, heaven and hell.

24h em Amsterdam (parte 1 de 3)

Yeah! Jimbow at Amsterdam! Qualquer estória aqui escrita é meramente estória com “E” mesmo.

Grupo reunido, todo mundo na empolgação pelo que estava por vir: voar de Ryanair, companhia “low cost” européia. Ha Ha Ha. Negativo, o que estava por vir era Bruxelas e depois, Amsterdam: a Meca dos porras loucas, a Babilônia européia, a maior concentração de gente afim de zoar o tempo inteiro resumindo, expectativa era uma palavra pequena para descrever a sensação.

Primeiro de tudo: chegar em Amsterdam. Carro alugado em Bruxelas, afinal são apenas 200km da Babilônia. Para economizar uma grana foi sem GPS e com um mapa nojento. O fdp responsável por montar as trajetórias no Google Maps não fez o dever de casa. Ah.. todo grupo tem sempre um cara que é o famoso pau no cu, que ou está demasiadamente pilhado ou se esquecesse de coisas que não eram para ter esquecido.

Depois de 3:30h de viagem, que deveria ter durado apenas duas horas mas perdidos é um adjetivo pouco expressivo neste caso, chegamos ao albergue ao som de ALELUIA, uma música gospel que tocava na rádio! Podem acreditar. Oh yeah, albergue em Amsterdam. Já que estamos no inferno, vamos dar um abraço no capeta! Dividir quarto com um monte de gente maluca, drogada e que só dorme quando realmente está a beira da morte. Confesso que dormi com celular, carteira e passaporte embaixo do travesseiro e o resto enfiado em um locker. Contra maluco todo cuidado é pouco e Amsterdam é foda nesse sentido, tem que se garantir.

Quando cheguei deveria ficar na cama 5, que já tinha uma maluco dormindo que acordou meio grogue sem entender o que acontecia. Consegui me transferir para outra cama. Memorizem esse maluco, ele vai ser mencionado mais na frente.

Imediatamente depois de “instalados” saímos do albergue em direção ao red light district, onde estão todas as prostitutas nas vitrines. Quem nunca ouviu falar Google it! Só que ainda era de dia e agora só escurece as 21:30hs ou seja, vamos fazer uma horinha.. num coffee shop (1)! Psicodélico é pouco para o lugar, parecia um underground, cheio de pinturas loucas e mesas bem diferentes. Na entrada demos uma olhada no menu e, depois de meditar sobre uma tal de White widow (viúva branca) optamos pelo Canabis Cup Last year winner. Só na campeã! A Holanda todos os anos faz uma competição entre as diferentes plantas, eliminando naturalmente o que não é bom.

Vamos aos detalhes que não sabia antes de ir até lá: na Europa ninguém fuma maconha, ou é Haxixe ou Skunk, que são muito mais fortes do que Brasileiro que já deu um pega está acostumado. Tenho certeza que tem gente que só caiu a ficha agora que a banda brasileira é uma apologia ao nome de uma droga.

Outra informação: você compra no coffee shop e para fumar lá dentro tem que consumir alguma coisa, de preferência analcolico porque o negócio já é um coice da mula manca, o famoso quebra molas.

Primeiro insight: dois computadores dentro do coffee shop. Um casal de seus 65 anos mandando singelamente um e-mail para os filhos. Imagino o teor do texto: “Filhões, estamos bem, tudo tranqüilo, tudo na paz. Estamos na Holanda, muito bonita a arquitetura, Van Gogh era Holandês sabiam? Estamos enviando este e-mail de dentro do hotel, todo mundo gente fina, só que cheira diferente. A situação econômica da Lapônia ta complicada, acho que este ano o papai Noel não vai ter dinheiro para os presentes. Beijos, amo vocês. Estamos transando muito.”

Continua…