Yeah! Jimbow at Amsterdam! Qualquer estória aqui escrita é meramente estória com “E” mesmo.
Grupo reunido, todo mundo na empolgação pelo que estava por vir: voar de Ryanair, companhia “low cost” européia. Ha Ha Ha. Negativo, o que estava por vir era Bruxelas e depois, Amsterdam: a Meca dos porras loucas, a Babilônia européia, a maior concentração de gente afim de zoar o tempo inteiro resumindo, expectativa era uma palavra pequena para descrever a sensação.
Primeiro de tudo: chegar em Amsterdam. Carro alugado em Bruxelas, afinal são apenas 200km da Babilônia. Para economizar uma grana foi sem GPS e com um mapa nojento. O fdp responsável por montar as trajetórias no Google Maps não fez o dever de casa. Ah.. todo grupo tem sempre um cara que é o famoso pau no cu, que ou está demasiadamente pilhado ou se esquecesse de coisas que não eram para ter esquecido.
Depois de 3:30h de viagem, que deveria ter durado apenas duas horas mas perdidos é um adjetivo pouco expressivo neste caso, chegamos ao albergue ao som de ALELUIA, uma música gospel que tocava na rádio! Podem acreditar. Oh yeah, albergue em Amsterdam. Já que estamos no inferno, vamos dar um abraço no capeta! Dividir quarto com um monte de gente maluca, drogada e que só dorme quando realmente está a beira da morte. Confesso que dormi com celular, carteira e passaporte embaixo do travesseiro e o resto enfiado em um locker. Contra maluco todo cuidado é pouco e Amsterdam é foda nesse sentido, tem que se garantir.
Quando cheguei deveria ficar na cama 5, que já tinha uma maluco dormindo que acordou meio grogue sem entender o que acontecia. Consegui me transferir para outra cama. Memorizem esse maluco, ele vai ser mencionado mais na frente.
Imediatamente depois de “instalados” saímos do albergue em direção ao red light district, onde estão todas as prostitutas nas vitrines. Quem nunca ouviu falar Google it! Só que ainda era de dia e agora só escurece as 21:30hs ou seja, vamos fazer uma horinha.. num coffee shop (1)! Psicodélico é pouco para o lugar, parecia um underground, cheio de pinturas loucas e mesas bem diferentes. Na entrada demos uma olhada no menu e, depois de meditar sobre uma tal de White widow (viúva branca) optamos pelo Canabis Cup Last year winner. Só na campeã! A Holanda todos os anos faz uma competição entre as diferentes plantas, eliminando naturalmente o que não é bom.
Vamos aos detalhes que não sabia antes de ir até lá: na Europa ninguém fuma maconha, ou é Haxixe ou Skunk, que são muito mais fortes do que Brasileiro que já deu um pega está acostumado. Tenho certeza que tem gente que só caiu a ficha agora que a banda brasileira é uma apologia ao nome de uma droga.
Outra informação: você compra no coffee shop e para fumar lá dentro tem que consumir alguma coisa, de preferência analcolico porque o negócio já é um coice da mula manca, o famoso quebra molas.
Primeiro insight: dois computadores dentro do coffee shop. Um casal de seus 65 anos mandando singelamente um e-mail para os filhos. Imagino o teor do texto: “Filhões, estamos bem, tudo tranqüilo, tudo na paz. Estamos na Holanda, muito bonita a arquitetura, Van Gogh era Holandês sabiam? Estamos enviando este e-mail de dentro do hotel, todo mundo gente fina, só que cheira diferente. A situação econômica da Lapônia ta complicada, acho que este ano o papai Noel não vai ter dinheiro para os presentes. Beijos, amo vocês. Estamos transando muito.”
Continua…




Na verdade, skunk é uma variedade de maconha, assim como o haxixe é também feito da Cannabis.
A diferença é o cultivo e o que se fuma, no caso do skunk é feita à partir do cruzamendo da C. Sativa com a C. Indica e é cultivada na àgua (as chamadas hidroponicas), aqui no Brasil é mais comum no Rio de Janeiro.
Já o haxixe é feito à partir das flores da Cannabis Sativa/Indica, e assim como no caso da hidroponica a porcentagem de THC (tetra-hidro-canabinol) é bem maior do que a folhagem que estamos acostumados a consumir no Brasil, até porque não há uma especialização no cultivo, como na Europa.
Aqui se fuma a maconha que tiver, não importando a variedade.
No Brasil é díficil ter maconheiro que se preze, só têem aqueles muleques que gostam de fumar por que é legal.
Bora pra Europa, estou indo morar em Portugal esse mês *–*
O uso de maconha é discriminalizado, nunca mais vou tomar tapões, não vou ter que ficar preocupado em ser preso o/
(Me empolguei falando da maconha =x na proxima não cite a Salvia Divinorum em uma estória, senão vai ser a mesma coisa)
Bela estória Barrozo.
E nunca se esqueça, as fêmeas é que dão barato
Valeu pelos comentários, precisos! Quem escreveu o texto by the way fui eu, o Jimbow. Fique atento para a continuação!
Eu que agradeço pela oportunidade de uma boa leitura.
Desculpe, eu percebi o erro quando ví o autor no feed, no texto é citado o seu nome bem no ínicio, mas quando procurei pelo nome do autor do texto no o mais próximo que achei foi o nome “Barrozo” ao lado do link da página “Sobre”.
Estarei aguardando