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Estatísticas..

by Jimbow

Quarto de hotel, entediado, reunião amanhã as 09 da matina numa cidade a mais de 120km de distância realmente, não posso reclamar da vida – pelo menos eu não comi uma mulher careca!!!!  Depois de ler os “causos” mais recentes do Barrozo resolvi fazer um texto a mão livre, como diriam os tatuadores.

Existem dois tipos de mentira: as tradicionais e as estatísticas (além das do Barrozo!). Sim, estatística é uma grande mentira “calculada” por um monte de analistas cheio de planilhas excel rodando macros complexas que analisam uma base de informações controversas em um porão cheio de traças.

Todo ser humano entra em uma aeronave e pensa: avião é o meio de transporte mais seguro que existe. Por que? Porque estatisticamente está provado isso.  Nada impede que o avião se espatife no chão e você morra estraçalhado.

Dengue é uma doença comum, porém, na fase hemorrágica, que é mais grave, apenas 3% dos doentes morrem. O camarada que contrai dengue hemorrágica fica tranqüilo porque, estatisticamente, só 3% morrem, o resto fica bom. Como se isso impedisse de você fazer parte desse grupo.

Posso ficar aqui citando inúmeros exemplos estatísticos que provam que isso é uma grande balela e que, na verdade, o lance não é se apoiar nas estatísticas e sim fugir delas! O importante é NÃO virar uma estatística!

Fico impressionado também quando leio textos por ai que disparam sempre alguns números mirabolantes. Pergunto-me sempre se são verdade, digo, se foram de fato pesquisados ou inventados.

Anyway, segue abaixo algumas estatísticas:

1)      34% dos leitores imaginaram o porão do segundo parágrafo. (era empoeirado e tinha homens de óculos sentados atrás dos computadores?)

2)      82% das pessoas começam a escovar os dentes pelos de baixo (arcada inferior).

3)      76% comem primeiro as bordas de um sanduíche deixando sempre o centro, mais recheado, para o final.

4)      49% das pessoas lambem a colher depois de mexer o café.

5)      57% de todos os brasileiros já fizeram aquela “piadinha”: “Ei.. ei.. teu nome é ei!?” Ou então: “Se você já deu a bundinha dê uma risadinha”

6)      13% dos bastardos que existem nesse mundo já deixaram aberta a bisnaga de catchup da lanchonete, de modo que o próximo consumidor ao tentar servir o próprio sanduíche acaba por estragá-lo. (malditos escrotos)

7)      70% dos que se ferraram no item 6 deixaram não só a bisnaga aberta para ferrar o próximo, como também o paliteiro e o saleiro. (malfeito só gera mais malfeito)

8)      79% das pessoas estão lendo este durante o horário de trabalho.

9)      99% das pessoas olham para a própria merda antes de dar descarga. (por que será?)

10)   99% dos homens sentem tesão naquelas aeromoças pele de anjo, cara de devassa, vestidinhas em saias justas, infelizmente longas, que sempre sorriem para você.

Gostou? Inventei tudinho.  Pode reproduzir que vai virar verdade.

Conselho de Amigo (By Barrozo)

Vôo demorado para São Paulo, sem muita coisa pra fazer, resolvi escrever algo que esta na minha cabeça há algum tempo.

Na última semana uma amiga resolveu pedir um conselho pro Barrozo, ela estava confusa, um ano depois do final do namoro o ex resolveu procurá-la pois acabara recentemente um novo relacionamento e obviamente queria um revival com a antiga namorada antes de reatar com a novata. O que mais preocupava a minha amiga é que durante todo este ano solteira nunca conseguiu sentir por alguém o que sentia por ele e o pior a única experiencial sexual foi um pouco frustrante.

Ela confessou que estava curiosa para ficar com ex e até acompanhá-lo numa cama macia visto que a seca estava grande, porém não queria nada sério, pois tinha medo que não desse certo novamente e justificou dizendo que estava sem tempo de namorar. O caso é simples: garota que não esqueceu o ex, pois ninguém mais compareceu com virilidade deseja um “one night stand” com o dito cujo pra aliviar as necessidades.

Meu conselho foi perverso, pra acabar com a alma do ex-namorado que provavelmente vai ficar muito confuso depois deste encontro. Se alguém se encontra na mesma situação que minha amiga, a dica é a seguinte:

1- Objetivos: antes de tomar qualquer atitude, veja até onde você quer chegar; só um bom papo, alguns beijos, voltar o namoro ou ir pra cama como no caso analisado.

2- Estratégia: trace a melhor estratégia, defina quais os pontos importantes do encontro e pense como vai chegar neles. No caso em questão o ideal seria ir para um lugar conversar, rolando um clima favorável o destino seria o motel mais próximo. Na conversa era importante deixar claro que não teria muito tempo disponível, que seria difícil se encontrar novamente e que não estava nem aí pro cara, seria apenas uma questão de usá-lo ou algo sem muito sentimento.

3- A Guerra: a ação é a ultima etapa do revival, nele você deverá definir e imaginar a maneira ideal de seguir o seu plano. Sugeri a minha amiga que escolhessem um restaurante com uma boa vista e uma luz baixinha para o casal ficar mais avon, o papo deveria correr dento das indicações e depois era só correr pro abraço, porém o mais importante seria agir com segurança o tempo todo, e aproveitar o sexo como nunca aproveitou, deixando o cara louco e se segurar para não se envolver, o que seria fatal para os objetivos dela. Será que deu certo!?

Porém o melhor conselho que posso dar a vocês, nobres leitores (e por que não leitoras?), é que ex é algo que não deu certo no passado, logo não faz sentido carregar um erro para o futuro. E finalmente, conforme minha mãe sempre me ensinou: “A melhor namorada é a próxima!”.

“Sigam-me os bons!” (By Barrozo)

Caros Leitores, 

Acabo de inserir o Comida pra Macho no mundo Twitter! E já tive uma idéia muito sem graça para iniciar minha a carreira de escrevedor de pequenos textos. Vou re-iniciar o projeto verão 2009, alterando apenas o nome para Verão 2010. Com o mesmo propósito do ano anterior, ir à praia sem camisa e não desagradar. Quem quiser acompanhar meu sofrimento de perto pode twittar e quem sabe até dizer algumas palavras de incentivo. As receitas light estarão aqui no blog!

Já podem me seguir: http://twitter.com/comidapramacho

Aguardo vocês!

O Obscuro Mundo dos Absorventes Íntimos (By Barrozo)

Com o nobre objetivo de entender a alma e o corpo feminino, pois quem sabe conhecendo bem a alma, o corpo venha de brinde, resolvi pensar e estudar um tabu da humanidade: A Menstruação.

E o maior motivo para tratar deste assunto tão grotesco, nojento, absurdo, vulgar e macambúzio (macambúzio não se encaixa aqui, mas gostei do efeito sonoro na frase) é que elas estão dominando a cena, ocupam mais postos de liderança no mercado, independem cada vez menos financeiramente de nós e como são mais organizadas, daqui a pouco tempo irão dominar o mundo (ou não…)!

O Obscuro Mundo dos Absorventes Íntimos

Inicialmente você deve ter a certeza de que é resultado de uma menstruação mal sucedida, e ao invés de esta lendo este texto ridículo, poderia ter resumido sua passagem pela terra a uma mancha vermelha num absorvente íntimo ou, dependendo de quantos anos fazem desde que você nasceu, numa toalhinha abandonado numa lixeirinha de banheiro.

Bolei uma teoria matemática que relaciona as qualidades de um absorvente com o coeficiente de Segurança da mulher, representado pelo símbolo *. A segurança pessoal da mulher é inversamente proporcional a *, ou seja, quanto mais segura for a mulher, menos * seu absorvente terá.

Vamos classificar os absorventes íntimos quanto:

a) Tamanho
- normal **: tamanho padrão/ para chicos padrão.
- longo ***: gigante/ para noites longas ou grandes chicos.
- mini *: bem pequenos/ para chiquinhos.

b) Cobertura
- suave*: parece um paninho/ tradicional.
- plástica**: com furinhos em forma de funil/ tecnológico.
 
c) Recheio
- clássico*: parece algodão/ pode ser feito com qualquer material.
- flocgel**: flocos de gelatina/ para proteger e refrescar a bacurinha.

Há também alguns acessórios que são opcionais (como a pintura perolada ou aerofólio modificado):

- Abas laterais*: orelhas que fixam melhor o absorvente à calcinha.

- Circuito Anti-vazamento*: uma espécie de calha que circunda o absorvente ou curva de nível que protege os barrancos contra o desabamento em caso de chuva; nesses dois casos a função é a mesma.

- Barreiras*: é como diz o nome, são muros adicionais dentro do dito cujo, que se levantam dentro da calcinha (não me perguntem como??) e que protegem a mulher contra uma catástrofe ambiental qualquer.

Pesquisando sobre os vários tipos de absorventes descobri que dois ou mais acessórios podem ser combinadas num mesmo protetor menstrual. E através de um estudo pormenorizado dessas características podemos entender a alma feminina o que talvez possa levar a um aumento considerável em seu saldo anual de lanchinhos faturados!

Agora, vamos aos exemplos:
1) Tamanho normal, cobertura suave, recheio flocgel e abas laterais.
Segurança: **+*+**+*=6*
Significado: fêmea equilibrada, moderna e segura. Independente na medida certa; procura um parceiro para a vida toda, mas possui objetivos a serem concretizados antes disso. Boa para casar.

2) Tamanho mini, cobertura suave e recheio clássico.
Segurança: *+*+*=3*
Significado: solta no mundo, moderna e segura demais. Está apenas com vontade de curtir a vida ao seu lado, ao lado do seu amigo, ao lado do amigo do seu amigo e quem mais lhe der da telha. Ótima para entreter em suas férias na praia; péssima para apresentar para a sua mãe na volta para a casa.

3) Tamanho longo, cobertura plástica, recheio flocgel, abas laterais, circuito anti-vazamento e barreiras.
Segurança: ***+**+**+*+*+*=10*
Significado: isso não é mulher é um encosto; o pai acrescentou duas fazendas bovinas ao dote e ainda não passou a garrota para frente. É tão insegura e pudica que pediu como presente de quinze anos um cinto de castidade cor de rosa. Vai te perguntar doze vezes “aonde vc foi?” quando você levantar no meio da madrugada, DE PIJAMA, para tirar água do joelho. Já é doutora em Economia Doméstica (ou qualquer outro “Curso Espera Marido”). Cuidado ao se deparar com esse espécime vasculhando as prateleiras do supermercado a procura do absorvente descrito acima; se você ficar por muito tempo observando investigativamente para compor seus estudos, pode ser acusado de assédio sexual e ter que acabar casando.

O Paraíso fica mais a baixo. (By Barrozo)

Resolvi aproveitar o feriadão e fui visitar um amigo que mora longe. Meu destino era Belo Horizonte – MG. O motivo inicial da viagem era dar uma turistada muito básica e aproveitar as noitadas. Chamei mais alguns amigos do Recife, com a finalidade de formar uma Tropa de Elite, e para minha surpresa foram mais três comigo. Ao total cinco recifenses loucos por diversão, e sem o mínimo senso de noção.

No primeiro dia fomos para Ouro Preto, cidade das Repúblicas Universitárias, chegamos à noite e já saímos para caçar balada. Encontramos apenas um pequeno show, aberto ao público que não estava muito animado. Soubemos do CAEM um PUB onde ia rolar um reggae. No CAEM foi mais animado, enchemos a lata, foi cerveja, cachaça, vinho, vodka e uísque na mesma noite. Tivemos um pequeno problema de percurso, pois um dos soldados arranjou uma confusão com o segurança e acabou indo dormir mais cedo…

No dia seguinte fizemos um breve city tour sem graça pra conhecer umas igrejas tão velhas quanto as de Pernambuco e uma mina de ouro sem ouro. Voltamos à BH e comecei a confirmar o que sempre escutei da cidade; nas paradas de ônibus só tinha mulher, nos carros só tinha mulher, a cidade só tem mulher. À noite na balada pude enfim confirmar uma teoria que pesquiso há anos: quanto mais pro sul mais as mulheres são bonitas, porém mais frias, indo pro norte, vão ficando mais feias, porém mais quentes e simpáticas, então BH que fica no meio do caminho seria o ponto de equilíbrio. E de fato é!

A Swinger’s estava bombando, tinha mulher bonita pra todo lado, era até difícil escolher uma única vítima, por isso alguns dos soldados colocaram várias na conta do papa – foi quando bati o olho numa mineirinha de vistidxin, coisa má linda do mund, sor! Melhor que pão de queijo! Oh trem bão!

Vocês já me conhecem, o final da história é exatamente como estão pensando…

Em tempo: Xúzinha, foi ótimo te conhecer! Beijos!

Boa música, bons momentos (by Jimbow)

As francesas sempre povoaram o imaginário masculino como sexy symbols, sem a menor sombra de dúvidas. Diria que o idioma francês, quando falado pelas mulheres obviamente, é incrivelmente afrodisíaco.

Tu m’as promis le ciel et la terre et une
vie d’amourin-grid
Tu m’as promis ton coeur, ton sourire,
mais j’ai eu des grimaces

Pois bem, recentemente ando escutando duas bandas, uma francesa mas que canta em língua inglesa e outra cantora que canta em língua francesa. Não é nenhum lançamento de mercado, é simplesmente uma revisita open minded.

O motivo do post é único: impressionar a gata. Uma das coisas que mais me chama atenção em uma mulher, a parte do lado físico, é o gosto musical. As mais sofisticadas também se impressionam positivamente quando escutam algo de “novo” com você, seja no carro ou fazendo amor.

A primeira banda é Nouvelle Vague. Traduzindo, significa “New wave”. Nascida nos últimos dez anos, o nome baseia-se no movimento da década de sessenta do cinema francês. Interpretam músicas da geração “New Wave”, como “Just can’t get enough” do Depeche Mode, “Dancing with myself” do Generation X (Billy Idol) etc.

A segunda é In-Grid, acrônimo para a sua singer, que se chama Ingrid Emiliana Alberini: gata, italiana, formada em filosofia e que canta em francês a maioria das canções. Lançada no mercado com a música “Tu es foutu (tu m’as promis)”,  atingiu maior sucesso na Polônia. Eu casava fácil com ela. Canta bem, gata e ainda é formada em filosofia! Ela deve ter um bafo desgraçado.. deve ser obsessiva, paranóica.. deve ter algum defeito, não é possível..

Sexta-feira: vinho e Nouvelle Vague. Apresentarei IN-GRID hoje.

Para quem quer conhecer:

IN-GRID: http://www.youtube.com/watch?v=HfP8lVfbg5w (Tu es foutu)
Nouvelle Vague: http://www.youtube.com/watch?v=AIH7GTV6X0k (Dancing with myself)

Bob Dylan e o eterno retorno

Jimbow, drifting over the music..

Por que Bob Dylan é tão famoso? Porque ele consegue traduzir a complexidade da vida em letras precisas mesmo em cima de melodias simples e uma voz, na minha opinião, terrível. Quem já viu um show de Bob Dylan pode atestar que ele parece não gostar de cantar e o faz apenas porque tem um microfone na frente.

A combinação complexidade lírica + simplicidade melódica + voz terrível parece hipnotizar os seus fãs. A vida é mais ou menos assim não é? Simples, porém complexa, e de vez em quando com alguns momentos ruins (ou terríveis).

Quando se está sozinho, distante físicamente ou psiquicamente de tudo e todos e escuta-se Like a Rolling Stone, o coração alivia o aperto. É como se Dylan estivesse no mesmo barco que você, cantando How does it feel, to be without a home, like a complete unknown, like a Rolling Stone. Traduzindo: como é sentir, não ter um lar, como um completo desconhecido, sendo uma pedra que rola – entenda: ser ninguém, um nada. Respondo: é ser forte. Não existe tanto espaço para fraqueza nesta situação.

A vida é imprevisível. Por mais que tento controlá-la percebo que a quantidade de variáveis incontroláveis é muito maior. É tipo aquela história trágica que você escutou: poxa, fulaninho era todo correto, dirigia a no máximo 60Km/h e um belo dia indo para a praia um passarinho bateu no pára-brisa quebrando-o, fazendo com que ele caísse na ribanceira e falecesse. Quem poderia imaginar um passarinho batendo no pára-brisa e matando fulaninho? É por esse tipo de coisa que tanta gente acredita em destino, o famoso quando tem que ser será. Eu não gosto de acreditar no destino, me faz sentir ainda mais uma marionete na mão do desconhecido.

O ponto é: o presente é muito valioso. Por mais que quase sempre projetemos as nossas vidas, nunca devemos esquecer disso. A vida é um filme cósmico, quando morrermos nós veremos, repetidamente, tudo o que vivemos, para toda a eternidade. Diante disso, eu tento viver coisas que valham a pena serem tantas vezes revistas. Já vivi várias e quero viver mais.

Por fim, finalizo de maneira um tanto poética: quero me transportar, flutuar por entre as notas, pelo carisma de uma bela canção, por caminhos nem sempre belos mas que lá no fundo, te fortalece e faz perceber que és só mais um no mundo e que isto faz parte da vida.

E você segue rolando, como uma pedra.

Thank you Mr. Bob Dylan.

Mudando

Jimbow, suspicious mind.

Ao longo dos anos mudamos nossa forma de encarar a vida, faz parte da evolução pessoal. Alguns dizem que estamos deixando de lado e  virando a casaca quanto a crenças tidas como máximas no nosso jeito de agir e pensar mas digo que isso é bobagem.

A linha filosófica de Nietzsche, por exemplo, pode ser dividida em três ou seja, ele evoluiu e também mudou o seu jeito de pensar ao longo dos anos.

Quanto mais conhecimento adquirimos mais propensos estamos a mudar. Não é feio mudar, feio é ficar parado no tempo. Quem fica parado é pedra.

Recentemente me dei conta de que evolui muito minha linha de raciocínio e julgamento das situações. Por exemplo: penso que chorar não é demonstração de fraqueza. O choro muitas vezes é uma expressão de vazão necessária diante de uma angústia ou sofrimento mais sério. Até mesmo chorar num filme não me impressiona mais negativamente, nem me diminui como homem.

Outra mudança: julgamento precipitado de situações e pessoas. É extremamente comum efetuarmos um julgamento de valor baseado em primeiras impressões. Certa vez um juiz de direito, com seus 55 anos,  me disse: “é tão difícil julgar. Você não faz idéia. Muitas das respostas estão na filosofia. Apesar de você ler tantas informações contidas nos autos a interpretação da lei não é uma ciência exata, o que torna ainda mais difícil a tarefa”.  Depois disso penso 10 vezes antes de fazer qualquer julgamento sobre alguém ou situação. É necessário conhecer MUITO bem todas as variáveis, versões e, ainda assim, você pode falar besteira.

Mais uma: quase todos evoluem musicalmente. No começo, rola só heavy metal no juízo e o cara compra uma guitarra elétrica para imitar o Slash do Guns n’ roses. O pior é que tem alguns guris que ainda acham que o Slash inventou a guitarra elétrica. Depois de um tempo você percebe que tocar um samba e ver a mulherada dançar é muito mais interessante do que ficar headbanging no meio de um monte de gente de preto, embora aquele CD de heavy continue no seu carro. A mulherada sambando é uma coisa linda. Passinho pra lá, prá cá, bunda pra lá, prá cá. Viva o samba e as mulheres que se propõem a sambar!

No final de tudo você apenas ampliou o seu horizonte. Aquela velha história: quanto mais eu adquiro conhecimento mais percebo que não sei de nada – Sócrates e a filosofia novamente, “só sei que nada sei”.

Karl Marx certa vez disse: “A filosofia veio para explicar o mundo. Agora, cabe a nós mudá-lo”. O primeiro passo é começar por nós mesmos.

Conhece-te a ti mesmo

O título deste é famoso, vem de muitos anos atrás na Grécia antiga quando um certo alguém chamado Sócrates resolveu que o logos (conhecimento) era o pai da racionalidade e que a tragédia grega e sua falta de razão mudariam de rumo vertiginosamente. O ponto é: conquistar os outros, o mundo talvez, é fácil. Difícil é conquistar a nós mesmo.

 

Teríamos um “saco de cose” para discutir em cima da retórica acima, mas acabo escolhendo associá-lo aos relacionamentos passionais. Complicado?

 

Quando conhecemos alguém e nos apaixonamos é como se todas as nossas carências fossem supridas. O ser humano é carente. E somos, sobretudo, um animal impulsivo, dominado por forças que escapam ao controle integral e autárquico da sua consciência. Isso significa que o que de fato nos atrai em determinado alguém muitas vezes é racionalmente inexplicável. Eu acredito que é justamente o que foge do controle. Puramente instinto. É o que nos faz lembrar que essencialmente somos simples animais. E a natureza é tão sábia que colocou no sexo o prazer de perpetuar a espécie. Duro de acreditar, mas somos marionetes neste sentido.

 

Alguns, diante do escrito acima, talvez tenham vontade de sair no meio da rua pelados comendo todo mundo mas não é bem assim. Existe a sociedade e seus princípios. A educação, quando aplicada, nos torna um pouco diferente dos animais “irracionais”. Então, a(o) sua(eu) parceira(o) na maioria das vezes não é escolhida(o) baseado nos seus instintos. O relacionamento ideal deveria ser o casamento entre o racional e o irracional. Filosoficamente falando, entre Apolo e Dionísio. Os dois lados da moeda. Mas, não é bem isso que acontece.

 

Vivemos baseado nas experiências paternas, nas amarras de classes sociais, interesses e tudo mais que nos faça ficar chateado por, inconscientemente, acabarmos sendo influenciados por isso tudo.

 

Quer dizer que não somos donos do nosso destino? Talvez. Ou talvez qualquer forma de onipotência também seja uma forma de ilusão. E ao percebermos que nossos instintos estão de lado e que eles te cobram um preço, acabamos racionalizando em prol da corrente otimista universal que rege as nossas vidas.

 

Sócrates, mesmo sendo o pai da razão, no final abraçou a tragédia grega. É muito difícil viver só de dicotomias, racionalidade. É necessário viver a cultura, a paixão. Ou ainda, uma tragédia grega transfigurada em drama artístico: tudo que nasce – mesmo o que há de mais grandioso – tem de parecer para que o ciclo da vida se perpetue. Sem destruição, não há criação; sem trevas não há luz; sem barbárie e crueldade não há beleza nem cultura.

 

Complemento: sem um fim doloroso não existiria uma grande paixão…

 

(Nos ouvidos: Gotan Project – La Revancha Del Tango)

 

Autor: Jimbow

 

Nunca parcele uma foda!

Li hoje um texto que falava sobre erros que você não deveria cometer ao iniciar o namoro, acho que o escritor não conseguiu se expressar muito bem, mas concordo com ele quando diz que o início do namoro determina o futuro do mesmo, e por isso você não deve abrir mão de tudo para viver uma paixão. No início é realmente difícil, o fogo no novo relacionamento devora sua racionalidade e você só pensa em curtir o momento como se fosse o último!

 

Mas passados alguns meses, a coisa esfria naturalmente, não que seja o fim da paixão ou do relacionamento, mas ambos voltam a utilizar mais a cabeça e sentir falta de alguns sansões, que foram abdicadas naturalmente pelo casal apaixonado. O cara sente falta do futebol nas quartas, da cervejinha com os colegas de trabalho e a menina quer ir ao cinema com as amigas e participar da fofoca na casa da prima nos domingos, enfim as frustrações começam a acontecer e ambos estão presos à idéia de que precisam estar juntos e que não existe a possibilidade de fazer alguns programas “desgrudados”.

 

Se desde o início existe uma educação de que certos programas individuais são saudáveis, as chances de acontecer frustrações no futuro são bem menores. Porém existe um erro que nunca deve ser cometido no final do namoro, e este é frustrante de verdade. O maior erro que um indivíduo pode cometer é ceder às campanhas publicitárias e falsas “facilidades” criadas pelos motéis e acabar parcelando a hospedagem no cartão de crédito. Nunca, eu disse nunca mesmo, parcele uma foda.

 

Acreditem, um namoro, por melhor que seja, pode acabar a qualquer momento e as empresas de cartão de crédito não vão se sensibilizar se o seu namoro acabou, elas enviam a fatura e te cobram. Não existe experiência mais traumática do que passar dois, três ou até dez meses pagando as despesas com “Posto de Gasolina” que você sabe muito bem o que foi, é como uma facada no peito que te faz lembrar que aquela vadia te fudeu a alma!

 

A dica serve pra presentinhos ou qualquer despesa de natureza romântica, evite até usar o cartão, pague em cash ou débito em conta. O futuro é incerto e ter que lembrar uma noite de sexo selvagem nem sempre é bom…

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