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Tudo pode acontecer em São Paulo.

Quem estava acompanhando o Barrozo no Twitter ficou ciente da minha viagem para São Paulo. Visitar a terra da garoa a lazer é algo muito raro, afinal, São Paulo não me apetece e está longe de ser um lugar com mulheres que atendam estas exigências: bonitas, alegres, ricas, inteligentes, simpáticas e com vontade de me dar – as paulistas normalmente pecam neste último – e mais importante – requisito da minha lista. A única coisa que me fascina em Sampa é a grande variedade de pessoas e por isso noto que coisas estranhas acontecem, sempre!

No sábado passado fui com alguns amigos para o The Joy, na mesa ao lado havia um casal de namorados e uma garota solteira, ela era nota 5,0, não passava por média, mas aprovava na prova final. Num certo momento ela se levantou para ir provavelmente ao banheiro e o casal começou a se beijar freneticamente, quando a garota retornou, percebeu que estava incomodando o casal e foi ai que chamei para sentar na nossa mesa. Advogada, desenhava por hobby, pintava e sonhava em ser designer, eu já sabia o suficiente para começar com os assuntos mais íntimos.

Ela já estava um pouco bêbada e afim de levar uma rolada, fato comprovado quando ela começou a alisar a perna do meu amigo, ao seu lado. Fui com este amigo até o banheiro e combinamos um plano maquiavélico. Voltando na mesa ela começou a alisar a minha perna, quase tocando nos meus bagos! Era o que faltava para executarmos o plano. Disse no ouvido dela que poderíamos ir para um lugar melhor e quando levantamos chamei o brother pra ir junto. No caminho até o apartamento em que estávamos hospedados, compramos mais algumas cervejas para animar a festinha.

Chegando em casa, meu amigo sentou com ela no sofá e começou o sarro! Eu fui até o quarto catar umas camisinhas. Só em São Paulo para uma mulher aceitar ir com dois caras pra um apartamento desconhecido e dar para os dois! Assim que voltei com mais camisinhas, o meu companheiro da aventura já estava terminando o serviço, entrei de imediato em ação sem deixar a advogada suspirar. Ela estava muito louca e excitada, confesso que eu não estava gostando muito da situação – aquela mulher era estranha, porém muito mais do que eu poderia imaginar.

E quando ela parecia que ia explodir de tesão, ela olhou para mim e perguntou – Deixa eu te mostrar uma coisa que me dá muito tesão? – afirmei com a cabeça e então a coisa mais estranha da minha vida aconteceu: ela colocou a mão no cabelo e tirou a peruca!!

Eu fiquei sem reação, estado de choque, não entendi nada! Ela tinha cabelinho de câncer! Muito nojo! Nem preciso dizer que brochei, né? Fiz questão de dizer para ela que em Recife num existe essas coisas e ela foi embora meio caladona – Ahh, foda-se!

Depois me arrependi um pouco da minha atitude… Acho que fui rude, eu deveria ter pedido para ela colocar a cabeleira e tentar continuar aquela batalha, afinal de contas ninguém sabe o dia de amanhã. Esse tipo de coisa bizarra que sempre acontece comigo me faz pensar: “Pior é na guerra, que chove bala e ninguém chupa!”.

Sexo em São Paulo – never more!

Quem não tem cão, caça como gato! (by Barrozo)

O título deste texto requer uma breve explanação, ao contrário do que muitos pensam, o provérbio “caça com gato” não está correto. É certo dizer “caça como gato” que significa caçar desacompanhado como um gato normalmente faz, e como eu fiz no ano passado quando resolvi viajar até Fortaleza sem nenhuma companhia.

No carnaval de Olinda tive o prazer de conhecer Sabrina, tão linda que quase não acreditei quando a beijei. Infelizmente, ela era do Ceará, e vários quilômetros nos separariam após o carnaval. Alguns dias de conversa fiada no MSN e ela me convidou para conhecer Fortaleza. Comprei as passagens de avião com a esperança de que ela me mostrasse um pouco mais do que a sua cidade…

Meu pesadelo começou no aeroporto, eu pretendia chegar na sexta e pegar uma baladinha com a Sabrina, o vôo atrasou e cheguei em Fortaleza no sábado às 5:00 horas da manhã, fui pra pousada dormir, chegando na pousada tive a impressão de estar dentro de um castelo fantasma, tudo escuro e um clima aterrorizante. Dormi um pouco e por volta das 10:00 horas fui me encontrar com minha amiguinha na praia do futuro. Ela estava com alguns amigos e amigas lá, conversamos muito e para minha surpresa na hora “H” ela me deu um ré! Eu não podia acreditar que eu tinha chegado tão longe pra levar um ré, fiquei muito puto!

Pra completar meu pesadelo, ela nem me deu uma carona até a pousada, tive pegar outro taxi e chegando na porta do meu quarto descobri que tinha esquecido a chave dentro da bolsa da Sabrina, novamente peguei outro taxi e fui até o edifício de uma das amigas buscar meus pertences. Eu estava mesmo puto da vida, tinha gasto uma fortuna de avião, taxi, pousada e agora estava sozinho em Fortaleza, sem nada para fazer, e sem ninguém para me acompanhar.

Como meu santo é forte, e eu não zero desde ano de 1994, um dos taxistas me informou que ia ter um “show” de noite. Pesquisei sobre o assunto com um funcionário da pousada e descobri: Festa do Siriguela com Aviões do Forró, Chiclete e Cidade Negra. E foi para onde eu fui com minha garra e vontade de caçar.

A festa ficou pequena demais para mim! Eu estava endiabrado, eu não levei nenhum “não” a noite toda, quando as cearenses descobriam que eu era de Recife, ficavam loucas, me lembravam das Potiguares. Essa festa realmente foi “show”. No volta para pousada senti muita falta de um amigo para comentar os melhores momentos da caçada. Dormi feliz!

O domingo foi mais um dia sacal. Sozinho, resolvi ir até o shopping almoçar e pegar um cinema pro tempo passar mais rápido. Tive o azar de sentar ao lado de um casal do maior romance, quase morro de inveja. Pela noite voltei para o Recife e estou vivo até hoje.

Conclusão: Viajar sozinho é uma merda, você pode se meter em roubadas muito maiores, mas foi uma boa lição e rendeu história pra contar! Nunca mais falei com Sabrina…

O Paraíso fica mais a baixo. (By Barrozo)

Resolvi aproveitar o feriadão e fui visitar um amigo que mora longe. Meu destino era Belo Horizonte – MG. O motivo inicial da viagem era dar uma turistada muito básica e aproveitar as noitadas. Chamei mais alguns amigos do Recife, com a finalidade de formar uma Tropa de Elite, e para minha surpresa foram mais três comigo. Ao total cinco recifenses loucos por diversão, e sem o mínimo senso de noção.

No primeiro dia fomos para Ouro Preto, cidade das Repúblicas Universitárias, chegamos à noite e já saímos para caçar balada. Encontramos apenas um pequeno show, aberto ao público que não estava muito animado. Soubemos do CAEM um PUB onde ia rolar um reggae. No CAEM foi mais animado, enchemos a lata, foi cerveja, cachaça, vinho, vodka e uísque na mesma noite. Tivemos um pequeno problema de percurso, pois um dos soldados arranjou uma confusão com o segurança e acabou indo dormir mais cedo…

No dia seguinte fizemos um breve city tour sem graça pra conhecer umas igrejas tão velhas quanto as de Pernambuco e uma mina de ouro sem ouro. Voltamos à BH e comecei a confirmar o que sempre escutei da cidade; nas paradas de ônibus só tinha mulher, nos carros só tinha mulher, a cidade só tem mulher. À noite na balada pude enfim confirmar uma teoria que pesquiso há anos: quanto mais pro sul mais as mulheres são bonitas, porém mais frias, indo pro norte, vão ficando mais feias, porém mais quentes e simpáticas, então BH que fica no meio do caminho seria o ponto de equilíbrio. E de fato é!

A Swinger’s estava bombando, tinha mulher bonita pra todo lado, era até difícil escolher uma única vítima, por isso alguns dos soldados colocaram várias na conta do papa – foi quando bati o olho numa mineirinha de vistidxin, coisa má linda do mund, sor! Melhor que pão de queijo! Oh trem bão!

Vocês já me conhecem, o final da história é exatamente como estão pensando…

Em tempo: Xúzinha, foi ótimo te conhecer! Beijos!

Missão “Final de Semana” by Barrozo

Inicialmente tive a intenção de escrever um e-mail aos melhores amigos, contando as minhas pretensões para um final de semana especial, vi que poderia desenvolver um bom assunto e então pensei: Por que não escrever no Comida pra Macho?

De fato, estou um pouco envergonhado por não comparecer aqui. O amigo Jimbow tem preenchido este vazio, mas a minha desculpa é boa e sincera, estou numa correria tão grande que o cansaço mental não me permite mais pensar em escrever. Por outro lado, estou cheio de novidades, histórias boas para contar, receitas novas para desenvolver e quem sabe em breve volto a comparecer com mais freqüência… Mas vamos ao que interessa: a missão do final de semana.

Convém explanar o que vem acontecendo comigo de uns meses para cá; posso dizer que venho prezando pelo qualitativo ante o quantitativo, tive bons momentos como o carnaval em Caicó, os finais de semana de janeiro e em todos estes feriados que o Brasil faz questão de nos presentear. Conheci várias garotas e por acaso, algumas de Natal.

No último final de semana resolvi visitar o paraíso nordestino (Natal-RN) por conta do ARRAIASA, uma festa com Asa de Águia e algumas bandas de forró. O diferencial desta viagem é que resolvi ir sozinho. Normalmente viajo acompanhado de amigos que acabam com qualquer intenção de ter um momento de privacidade com as novas “amigas” nativas. Em outras palavras: é impossível comer uma garota em Natal com o quarto cheio de macho.

Voltando ao assunto, reservei um apartamento só pra mim e me mandei. Foram 4 horas viajando de carro, feliz e premeditando encontros e situações que acabavam no quarto, mais especificamente na cama, ou melhor, lavando o pequeno Barrozo na pia do banheiro (acho que deu pra entender o princípio, meio e fim dos meus planos). Tratei de organizar a minha agenda, determinei quem iria encontrar e qual o horário dedicado a cada uma das visitas.

Mas, como era de se esperar, nada deu certo! Algo demasiadamente planejado nunca funciona, e com o meu final de semana não tinha como ser diferente. A primeira escolhida não pode me visitar, tive que encaixar a segunda que se atrasou. Acabei indo para o show sozinho e já que estava só, pretendia permanecer desacompanhado e curtir o show “à moda pernambucana”. Porém encontrei a número 1 na entrada, perdi muito tempo até conseguir me esquivar dela, aproveitei para “me jogar nas pretas”, mas logo percebi que devia voltar para candidata inicial e tentar voltar acompanhado para o ap. Não deu certo! Ela teve que dirigir para uma amiga bebada… Resolvi nem ligar pra 3ª escolhida que pretendia ver no domingo, resolvi almoçar no melhor restaurante da cidade, o Camarões Potiguar, pois tinha certeza que ao menos daquele local eu sairia satisfeito.

Conclusão: 4 horas de viagem calado, ponderando sobre o quanto minha criatividade me prejudica.

By Barrozo

24h em Amsterdam (parte 3 de 3)

Já são 23h. Vamos para um outro lugar da cidade que está cheio de bares e boates. Chegando lá, coffee shop (2). Saindo do lugar bate uma crise de frio absurda. Musculatura toda travada, pés se arrastando para atravessar as ruas, tremendo, muito. Temperatura? Uns 12 graus, a mesma antes de entrar no coffee. Pleno verão europeu e 12 graus.

Entramos em um bar. Depois de sentarmos precisávamos consumir alguma coisa para justificar a “estadia”. Convido um amigo para o balcão e recebo um sonoro VAI TOMAR NO CU, VAI SE FUDER. Pergunto a ele o por quê e ele me repete as delicadezas. Explico que só estava convidando para pegar uma bebida no bar e ele aceita na boa.

Alguns não vão para a boate, que teoricamente estaria bombando, e estou nesse grupo. Voltar para o albergue, a missão. Sem conseguir entender o mapa direito (o mapa de Amsterdam não é coisa fácil de ser lida!) demoramos 1:30h para chegar, coisa que levaria no máximo 30min a pé.

No meio do caminho, parado em um cruzamento de uma praça me preparando para atravessar veio o sexto insight: chega um cidadão do meu lado dizendo que poderia me ajudar caso eu estivesse perdido e respondo gentilmente que sei para onde estou indo (ha ha ha). Prontamente o indivíduo olha para a praça e diz: “Esta é TIMES SQUARE, você sabia disso?!” Eu, sem entender direito, viro para a praça e procuro semelhanças com a Nova Iorquina, sem sucesso obviamente, e viro para ele perguntando, na maior cara de pau: “Você tem certeza que esta é TIMES SQUARE? “ Ele pára, pensa um pouco e vira para mim gesticulando:  “Não.. hum.. não.. talvez o outro lado, aquele lá, seja TIMES SQUARE”. Ok…

Chegando no albergue o maluco que estava dormindo na cama que eu deveria ficar CONTINUA dormindo! Seqüela é apelido.

Acordamos as 9, e o maluco, continuava dormindo. Saímos as 10, depois de um café da manhã regado a suco e suco. Tinha umas maças oleosas para comer que preferi não encarar. O bar era do lado do fumódromo, onde as 9:30h da manhã já tinham 5 pessoas carburando o cigarrinho do capeta.

Programinha cultural: museu Van Gogh, ruas da cidade, almoço, passeios, coffee shop (3), Red Light District novamente, desta vez de dia, algumas fotos mais e me vejo dentro do carro em direção a Bruxelas. Quatro horas depois chegamos, depois de termos entrado em duas auto-estradas erradas.

Conclusão: I amsterdam!!

24h em Amsterdam (parte 2 de 3)

Neste meio tempo, duas pessoas do grupo compram um Space Cake. Um singelo muffin de chocolate com instruções de uso! Bota fé?

Começamos a andar pelas ruas em direção ao Red Light. O problema são os TRAMS, trens com dois vagões que andam na superfície em meio aos carros e aos 300.000 ciclistas. O tempo todo com medo de ser atropelado. É aquela coisa: se você for atropelado em Amsterdam, mesmo sem ter consumido nada, NUNCA ninguém vai acreditar na sua história. Se você morrer então, vai ser para sempre o patinho feio drogado da família que morreu porque estava doidão. Esse foi o segundo insight!

O terceiro insight foi achar que éramos bandeirantes, do nosso Brasil varonil, desbravando um novo mundo, abrindo novos caminhos, construindo um novo país, anexando uma nova nação. “Somos bandeirantes cortando a foice árvores, abrindo clareiras na selva, colonizando e descobrindo o admirável mundo novo de Huxley!*”

Chegando em uma das pontes no Red Light District, já meio escuro e todas as luzes das vitrines pornôs acesas, veio o quarto insight quando começo a cantar: “Everybody, wants your body yeah.. Backstreet’s back all right!” Todo mundo cantando junto comigo, quase como num coral gospel imitando o Queen em Bohemian Rhapsody, só que a letra é ROCK YOUR BODY, mas o insight está justamente aí, na vitrine todas as mulheres se exibindo WANTS YOUR BODY ficou perfeito. Não perguntem por que veio essa música na cabeça e a mudança da letra.

Certas horas conseguia isolar a audição só para o meu ouvido direito, depois o esquerdo, podendo escutar com perfeição tudo que me falavam ao redor. Aquele frio, as pessoas, os canais, o Red Light, putz, que mágica!

Andando pelo Red Light paramos para trocar uma idéia e saber quanto era: 50 euros por 20 minutos. Você entra, a mulher fecha a cortina, e manda ver ali mesmo pelo visto. Vimos dois caras que estavam com seus respectivos grupos e resolveram encarar, lógico que foi a maior zona dos amigos. O Red Light é muito louco, nessa hora me veio o quinto insight: “Como será que os pais educam os filhos aqui em Amsterdam? “ Criar um filho na Babilônia não deve ser coisa fácil! Prostituição e drogas não são ilegais e, apesar de todo mundo saber que existem em qualquer lugar do mundo isto ainda é visto com maus olhos. E quando estes valores perdem o valor? (meio clichê mas não achei outra forma) O que você ensina para os seus filhos? “Filhinho, use pouca droga tá? Coma poucas putas também.. não é porque é todo mundo faz que você tem que fazer. Por exemplo, se todos estiverem comendo bosta, você não vai comer não é?

Continua…

* Aldous Huxley – The doors of perception, heaven and hell.

24h em Amsterdam (parte 1 de 3)

Yeah! Jimbow at Amsterdam! Qualquer estória aqui escrita é meramente estória com “E” mesmo.

Grupo reunido, todo mundo na empolgação pelo que estava por vir: voar de Ryanair, companhia “low cost” européia. Ha Ha Ha. Negativo, o que estava por vir era Bruxelas e depois, Amsterdam: a Meca dos porras loucas, a Babilônia européia, a maior concentração de gente afim de zoar o tempo inteiro resumindo, expectativa era uma palavra pequena para descrever a sensação.

Primeiro de tudo: chegar em Amsterdam. Carro alugado em Bruxelas, afinal são apenas 200km da Babilônia. Para economizar uma grana foi sem GPS e com um mapa nojento. O fdp responsável por montar as trajetórias no Google Maps não fez o dever de casa. Ah.. todo grupo tem sempre um cara que é o famoso pau no cu, que ou está demasiadamente pilhado ou se esquecesse de coisas que não eram para ter esquecido.

Depois de 3:30h de viagem, que deveria ter durado apenas duas horas mas perdidos é um adjetivo pouco expressivo neste caso, chegamos ao albergue ao som de ALELUIA, uma música gospel que tocava na rádio! Podem acreditar. Oh yeah, albergue em Amsterdam. Já que estamos no inferno, vamos dar um abraço no capeta! Dividir quarto com um monte de gente maluca, drogada e que só dorme quando realmente está a beira da morte. Confesso que dormi com celular, carteira e passaporte embaixo do travesseiro e o resto enfiado em um locker. Contra maluco todo cuidado é pouco e Amsterdam é foda nesse sentido, tem que se garantir.

Quando cheguei deveria ficar na cama 5, que já tinha uma maluco dormindo que acordou meio grogue sem entender o que acontecia. Consegui me transferir para outra cama. Memorizem esse maluco, ele vai ser mencionado mais na frente.

Imediatamente depois de “instalados” saímos do albergue em direção ao red light district, onde estão todas as prostitutas nas vitrines. Quem nunca ouviu falar Google it! Só que ainda era de dia e agora só escurece as 21:30hs ou seja, vamos fazer uma horinha.. num coffee shop (1)! Psicodélico é pouco para o lugar, parecia um underground, cheio de pinturas loucas e mesas bem diferentes. Na entrada demos uma olhada no menu e, depois de meditar sobre uma tal de White widow (viúva branca) optamos pelo Canabis Cup Last year winner. Só na campeã! A Holanda todos os anos faz uma competição entre as diferentes plantas, eliminando naturalmente o que não é bom.

Vamos aos detalhes que não sabia antes de ir até lá: na Europa ninguém fuma maconha, ou é Haxixe ou Skunk, que são muito mais fortes do que Brasileiro que já deu um pega está acostumado. Tenho certeza que tem gente que só caiu a ficha agora que a banda brasileira é uma apologia ao nome de uma droga.

Outra informação: você compra no coffee shop e para fumar lá dentro tem que consumir alguma coisa, de preferência analcolico porque o negócio já é um coice da mula manca, o famoso quebra molas.

Primeiro insight: dois computadores dentro do coffee shop. Um casal de seus 65 anos mandando singelamente um e-mail para os filhos. Imagino o teor do texto: “Filhões, estamos bem, tudo tranqüilo, tudo na paz. Estamos na Holanda, muito bonita a arquitetura, Van Gogh era Holandês sabiam? Estamos enviando este e-mail de dentro do hotel, todo mundo gente fina, só que cheira diferente. A situação econômica da Lapônia ta complicada, acho que este ano o papai Noel não vai ter dinheiro para os presentes. Beijos, amo vocês. Estamos transando muito.”

Continua…

Petit Crocant

Lembram da Dani de Brasília? Essa é uma receita francesa que eu aprimorei na praia de Serrambi enquanto curtíamos o nosso romance. Abrasileirando o nome da receita, podemos chamá-la de Peitinhos Crocantes. E uma receita complexa que requer bastante atenção aos detalhes, mas o resultado traz um prazer inimaginável! Meninas, podem parar de ler por aqui, esta receita só vai agradar aos machos!

 

Petit Crocant

 

Ingredientes:

- 1 belo par de seios

- Areia de praia a gosto

 

Preparo:

Deite violentamente a dona do par de seios na areia da praia, descasque o par de seios deixando os mamilos levando a brisa marinha por 5 minutos, isto vai deixá-los mais densos e durinhos. Passe uma leve lambida em casa um deles para facilitar a aderência da areia. Neste momento você vai está encarcado em cima dela, deitado na praia com os pés em direção ao mar, comece o processo de povilhamento que consiste em girar duas vezes para a esquerda, uma vez para a direita, um giro horizontal com ela por cima de você ficando de lado para o mar, gire em direção ao mar até chegar naquela areia mais úmida, beije por um tempo correndo o risco de ficar todo molhado por uma onda e então gire mais três vezes pra cima quase voltando ao ponto de partida. Está pronto para degustação, abocanhe vorazmente o peito direito, é sempre bom começar pela direita (uma questão de superstição), e sinta toda a suculência da receita, nos intervalos entre as chupadas, você vai perceber que a areia confere uma crocância ao mastigar.

 

Habilidades requeridas:

A escolha do local ideal é o que vai determinar sua capacidade de “cozinhar”. Escolha praias desertas e fique longe de locais onde os bebos se escondem para urinar! Nada de tentar preparar essa receita de dia, além de ficar muito perceptível aos olhos dos transeuntes que por ali passarem, a areia estará quente demais e isto pode fazer nossa receita desandar. E de dia areia de praia é feia e suja, de noite você num vê essas coisas, criando um ambiente mais favorável.

 

Para os ouvidos: Chris Isaak – Wicked Game

Se fudendo no Carnatal 2008.

Em 2008 fui pela primeira vez para o Carnatal, sempre ouvi ótimos comentários sobre a festa, mas nunca tive oportunidade de ir, pois sempre acontecia algum imprevisto que me faziam cancelar a viagem. O Carnatal é uma mistura de Natal (mulheres gatas e fáceis) com Carnaval (putaria), Carnaval + Natal = Carnatal. Nem preciso dizer que gostei, né? Afinal, com uma receita como esta não tem como dar errado.

 

Nos dois dias que saí, o bloco começou cedo e eu e meus amigos acabamos saindo com pressa sem fazer um esquenta, o começo do bloco era sempre monótono, sóbrio só conseguia achar aquilo uma grande basbaquice, um bando de retardado correndo atrás de um caminhão tocando musica baiana dentro de um corredor cheio de camarotes com pessoas acompanhando todos os seus movimentos, que tipo de ser pode gostar disso!? Mas foi só sair do corredor da folia, para o álcool fazer efeito, tudo ficar uma maravilha e a pegação rolar sem limites de credo, raça ou cor!

 

Mas algo nunca tinha me acontecido, no meio do bloco conheci uma menina de Fortaleza, quando falei que era de Recife recebi um sorriso imediato e a seguinte frase: “Fortaleza e Recife…” não tive dúvida e completei: “… COMBINAM!” e tasquei um beijo. Continuamos juntos até que ela se perdeu das amigas, os meus já tinham sumido há tempos, percebi que ela estava ficando bêbada demais, e propus irmos para o meu hotel, ela gostou da idéia, mas preferiu ir depois e ficar mais tempo no bloco. Porém ela continuou bebendo e bebendo e bebendo e começou a tropeçar e passar mal.

 

Foi ai que o pesadelo começou, eu odeio gente bêbada e não tenho paciência para cuidar de animais, ainda tentei ajudar a cearense, comprei um refrigerante pra ela e dois goles foram suficientes pra vomitar tudo – EM MIM! Carreguei-a até um táxi e tentei despachar, mas o taxista não sabia onde ela morava, ela também não conseguia falar e eu tive pena daquele ser, voltei para o caminho dos blocos. A essa altura o meu bloco já tinha passado e o seguinte já estava chegando quando tive uma ótima idéia.

 

Pensei bem e vi que não valia a pena perder o meu carnatal por alguém que não soube brincar, também não tive a mínima culpa se as amigas não ficaram juntas, e sabe o que mais, nem amigo dela eu era. Sendo mais objetivo, vi que não havia possibilidades de sexo naquela noite, então pra que ficar com aquele mamulengo (ela já não se agüentava em pé)?

 

Sentei-a no chão, disse que ia buscar um táxi para ela e voltava rápido, ela dizia: “Não me deixe, cuida de mim, fica comigo, por favor!”. Foda-se! Virei e sai vagarosamente, com aquele ar de quem vai voltar, mas foi só ela me perder de vista pra sair correndo de volta pro meu bloco! Fiquei feliz e pulei de alegria de ter conseguido me livrar do pesadelo. Foda foi quando coloquei a mão no bolso e vi que todo o dinheiro dela, que eu tinha pego dela quando entramos no táxi estava comigo, resumindo: abandonei a menina bêbada, sozinha e sem um real, será que ela se fudeu?

 

Manchete na televisão no dia seguinte: “Garota de 20 anos some no Carnatal ontem!”! Aff… Melhor nem saber no que deu!

Devolve meus 50 conto! (Final)

Chegando em casa todos bêbados, começamos a nos pegar no quarto, ela levantou pra ir tomar banho fui no outro quarto e acabei cochilando na cama. Neste momento, estava Franja e Dudu com duas argentinas na sala, mas como elas estavam se fazendo de difícil, Franja resolveu ir dormir.

 

Quando acordei, achei que tinha fechado os olhos durante 2 minutinhos, corri de volta para quarto que estava com Nicole e a porta estava fechada. “Merda, ela tava com sono e foi dormir, hoje vou dormir com fome!” fui pra sala e me deparei com Dudu insistindo na conquista e a outra argentina sozinha.

 

- Dudu, cadê o Franja?

- Ele foi dormir faz meia-hora…

- Mas onde? Que eu estava dormindo no quarto dele e no outro está Nicole sozin… PUTA QUE PARIU!!!

 

Eu e Dudu corremos para o quarto, coloquei o ouvido na porta e escutei o Franja gemendo. Tive raiva, muito ódio! Esmurrava a porta e aquela ânsia, nervosamente esmagadora, saiu através de um grito inexplicável:

 

“SEU FILHO DA PUTA, ME DEVOLVA MEUS CINQUENTA CONTO!”

Tá me devendo até hoje!

Tá me devendo até hoje!

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