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A Gaia Terapeutica (by Barrozo)

Um dos meus melhores amigos resolveu se casar ainda muito jovem, ele tinha por volta dos 20 quando deu início ao processo de noivado e começou a ensaiar o que seria seu maior pesadelo, se não tivesse ajuda do amigo e conselheiro amoroso, o mestre Barrozo.

Nesta época eu achava aquilo tudo uma grande piada, coisas da cabeça infantil do meu nobre amigo, eu costumava dizer que casar era bom, mas morrer queimado era muito melhor, ele ria e dizia que sem ela, nem morrer queimado fazia sentido. Aproximadamente um ano se passou e a data do casamento foi marcada. Eu não acreditei, fiquei em choque, desta vez deixei claro para ele que aquela seria a maior merda da sua vida, e ele não acreditou.

Meses antes do casamento, veio o convite. Ele me queria como padrinho de seu casamento. Neste mesmo dia eu tentei provar matematicamente que casar era a forma mais cara de se ter uma mulher de graça, mas não teve jeito, ele estava mesmo decidido. Eu não podia aceitar o convite, disse que não tinha namorada e consequentemente não tinha uma madrinha, ele fez questão de oferecer uma amiga solteira da noiva para me acompanhar, ponderei, não era uma má idéia, mas não aceitei, pois nunca concordaria ou mesmo apadrinharia uma escolha tão errada de um amigo.

Alguns meses se passaram e a festa chegou, não compareci na igreja, mas fiz questão de ir para recepção, não podia perder a Boca Livre. A festa foi maravilhosa, conheci uma amiga da noiva, de uma parte da família que morava no interior, esta garota fez valer o casamento, eu conto essa história no próximo post.

Com aproximadamente 2 anos de casado e sem nunca ter traído, o maridão começou a notar a merda que tinha feito, apesar de amar muito sua esposa, e não ter muito o que reclamar, ele vivia bebendo, sem vontade de voltar para casa, não queria mais ouvir as resenhas sobre as garotas que eu ou qualquer um dos nossos amigos estavam pegando/azarando. Percebi que o problema estava apenas nele, e na decisão que havia tomado, mas agora era tarde, talvez o ideal seria mata-lo queimado, mas sugeri a “Gaia Terapêutica”.

A Gaia Terapêutica poderia ser como uma gaia qualquer, mas ela possui precedentes que maximizam o efeito de realização de uma pulada de cerca comum. Ou seja, a gaia é terapêutica quando ela não serve simplesmente para atender o instinto poligâmico do ser humano do sexo masculino, e sim para mostrar que apesar do mercado oferecer muitas opções a sua escolha foi certa e sua mulher é realmente a tampa perfeita para sua panela.

Regininha era a mulher ideal para resolver o problema do meu amigo, ela era doida de pedra, mas sua falta de lucidez vinha acompanhada de uma boa conversa e uma esperteza além do normal. Problemática, havia acabado de sair de um relacionamento, pois o namorado queria vê-la transando com outra mulher, e com outra MULHER ela não aceitava!

Após a apresentação e todo meu incentivo eles acabaram se pegando, no dia seguinte eu vi o homem mais feliz do mundo, ele narrava cada posição da caliente noite de sexo. Ouvi tantos detalhes que parecia que eu estive lá, naquele quarto de motel, assistindo tudo. Notava-se o efeito da gaia terapêutica, o jovem estava animado, alegre, corado, feliz… Mais duas saídas com a Regina e ele viu que não era aquilo que ele queria e estava fazendo uma grande sacanagem com sua companheira de tantos anos que ele tanto amava.

Meses depois a sua esposa engravidou - e o garoto tem o meu nome…

O primeiro chifre a gente nunca esquece!

Não sei por onde começar esta história, podia contar um pouco sobre o big bang, sobre a teoria da relatividade ou até mesmo do meu primeiro dia na escola, mas posso resumir dizendo que esta história se passou em uma fase conturbadíssima da minha vida, cada dia de existência era um boom de informações, eu iniciava a minha sexualidade, estava tirando a carteirinha de cabra safado profissional, me jogando no mundo das drogas lícitas e levando a primeira grande gaia que me desorientou por completo…

 

Foi neste contexto, que no mês de janeiro do ano de 2003 eu estava passando as férias com os melhores amigos nas praias de Serrambi (PE) e Porto de Galinhas (PE), onde as noites dos finais de semana em Porto de Galinhas, regadas à caninha de maracujá, eram aventuras que acabavam em roda de violão na beira do mar, chute nas galinhas feitas de coqueiro, roubo de travesseiros das turistas que acabavam de chegar à cidade, ligações a cobrar pra sogra, choro para afogar a magoa da gaia e por fim, muita paquera e azaração. Durante a semana a calmaria de Serrambi com praia vazia de manhã, vôlei de tarde e vinho de noite com um grupo de meninas semelhante ao nosso que conhecemos na praia. Uma delas era a Dani de Brasília.

 


Essa música é a cara de Dani!

 

A Dani era um charme, magrinha dos peitão, super bronzeada, bem meiga e ao mesmo tempo sensual, soltava conversas suaves no ar que me faziam ter as piores intenções imaginando o que ela realmente queria dizer, tinha um piercing no nariz e outro no umbigo, um par de tatuagens em locais estratégicos, biquínis do tamanho ideal, nem composto demais nem de menos e uma correntinha prata sempre na cintura… Ela me tirava de sério! A gente ficou pela primeira vez um dia antes de eu receber, de graça, um mega par de chifres. Quando minha ex-namorada me ligou informando que estava arrependida mas tinha me presenteado, o meu mundo caiu! Este foi o dia em que três movimentos definiram boa parte do meu estilo de vida, foram eles:

 

1. Não esperava receber uma gaia, por mais pilantra que fosse eu inocentemente pensava que jogava sozinho. Entendi que não estou só no mundo e o mais importante: “É tudo putaaaa! (hehehe)”. Basicamente comecei a esquecer os sentimentos e ser mais racional nas minhas ações.

 

2. Quando cheguei a Serrambi e resolvi abrir o jogo com os amigos, um deles me deu o pior conselho que um ser humano do sexo masculino poderia dar:

“Barrozo, eu sei que ela fez besteira, mas pense bem, ontem mesmo você a traiu, acho que você é a melhor pessoa para entender o que ela fez. Inclusive, acho que depois de tudo que você fez com ela, ela merece uma chance!”

E eu aceitei o conselho… Resolvi continuar o namoro e aprendi da pior maneira que o que começa errado, termina mais errado ainda!

 

3. Logo depois fui à praia pensar e vi Dani no mar me chamando. Eu mal conseguia raciocinar, virei um zumbi e entrei de roupa e tudo no mar. Dani me perguntou:

- O que você tem? Entrou de roupa e tudo no mar!

- Nada demais, minha linda, só estava morrendo de vontade de te dar um beijo e ficar bem juntinho de você. – recebi um abraço apertado e carinhoso e me tornei o ficante mais carinhoso e romântico do mundo, naquele momento esqueci tudo que estava passando. E foi ai que eu aprendi outra coisa importantíssima: Você pode ser o que quiser, escolha o personagem e encante as pessoas.

Você está traindo!

Quando tinha uns 18 anos, uma ex-namorada de uns 2 anos de namoro, começou a namorar com outro cara 15 dias após acabarmos. Como ainda rolava um sentimento, ela me convidou para ajudá-la nuns exercícios de física (sou formado em Engenharia), especialmente neste dia, os pais haviam saído e não havia mais ninguém em casa. Cheguei a conclusão que aquilo era uma “cilada”, e acabei sendo levado para cama (felizmente)! 

 O diferente foi que nesse dia a gente transou mas não se beijou! Foi basicamente como comer uma prostituta. Na cabeça dela, o beijo representaria uma traição já que no recente namoro ela apenas beijava, e o sexo era algo que não fazia parte do relacionamento! Muito bizarro!

Mulheres normalmente se prendem muito a pequenas atitudes que demarcam se ela passou do limite ou se ela encostou nele, por exemplo: existem garotas que vão pra cama com um ficante e fazem de tudo (de tudo meeeesmo) menos penetração, só por que ele não é seu namorado (isso é uma maneira de dizer que SÓ TRANSOU COM NAMORADO?? Porra, sexo oral também é sexo…). Eu odeio esse tipo de hipocrisia, quando percebo que está acontecendo peço logo em namoro e digo que amo. É melhor enrolar do que ser enrolado! Tem também aquelas comprometidas que encontram um “paquerinha” na balada e seduzem, falam safadezas no ouvido, dançam nariz com nariz, provocam até hora do beijo, e ai fojem com a velha desculpa: ”Não posso, eu tenho namorado”. Você realmente acha que isso num é chifre, deixa teu namorada descobrir o que tu andas fazendo, vamos ver se ele vai pensar da mesma forma que você…

Garota de Natal

Um show de axé em Natal é sempre um bom motivo pra combinar a viagem, não gosto de Trivelas ou shows do gênero, mas sou obrigado a concordar que a farra é sempre boa, muita mulher linda e acessível, não vou usar o termo fácil porque fácil são as meninas de Fortaleza, em Natal você precisa mostrar que é interessante, em Fortaleza você consegue zerar um grupo de 6 amigas (beijar todas em seqüência) sem fazer muito rodeio!

Nessa viagem aproveitei para encontrar uma potiguar* que conheci no São João, na ocasião ela estava apenas com as amigas, mas havia deixado um namorado de mais de 5 anos na cidade (N/n)atal. Passamos dois dias do feriado juntos, sempre abraçados, trocando selinhos, mas não nos beijamos, pois ela não queria “desrespeitar o Corno”**. Dias depois, ela acabou o namoro e as declarações apaixonadas invadiram meu orkut e meu celular em spams de SMS (como diz o Cafa) quase sempre ignoradas, tive que ir dar um trato nela!

Depois de toda a expectativa de 1 mês, sai com a Potiguar em Natal e foi muito bom, ela estava com uma roupa curtinha, e pude ver que o corpo dela era melhor do que eu esperava, peitos, bunda e pernas grandes, interligados por uma cintura fina e uma barriga batidinha, o beijo sensacional, depois de algumas drinks de frutas tropicais, e um papo romântico (é fácil ser romântico com alguém que você sabe que vai demorar para reencontrar) ficou fácil de levar ela pra conhecer o meu quarto de hotel. Valeu a viagem.

Nos dias seguintes, chuva de SMS, mulher que acaba um namoro de muito tempo, tende a atuar como se continuasse namorando a muito tempo. As mensagens eram cheias de palavras carinhosas dizendo que tinha adorado, que eu era o mais lindo, que foi o melhor fim de semana da vida, beijo gostoso (porra, acho que tanto eu quanto ela ficamos em dúvida se no beijo ia rolar uma química, visto que a gente não tinha se beijado no São João - rolou!), respondi as mensagens pois pretendo beliscar na próxima viagem para a cidade do sol, essa vai pra geladeira!

*Os habitantes do Rio Grande do Norte são chamados de potiguar, referência à antiga tribo indígena local, que com piratas franceses dificultaram bastante a colonização Portuguesa. O interessante é que pouquíssimas pessoas sabem que Potiguar significa “comedor de camarão” em tupi guarani (Poti – camarão, guar – comer). Cansei de usar essa explicação como xaveco, as meninas adoram!

Para gastroseduzir: Quando for a Natal não deixem de conhecer o Restaurante Camarões, existem duas versões do restaurante, a mais antiga com pratos mais tradicionais, de um bom gosto fora do comum (recomendo o Camarão Ponta Negra – empanado com queijo catupiry) e em outro ambiente, próximo a praia, um cardápio com pratos mais elaborados mantendo a mesma qualidade do primeiro. Ambos ficam no bairro de Puta Ponta Negra.