Passei 15 dias nos Estados Unidos, em março deste ano, desenvolvendo um projeto para uma multinacional brasileira. Aproveitei o tempo livre para me inscrever num mini-curso de Business English de uma semana de duração. Nesta escola de inglês haviam estudantes de vários níveis e nacionalidades. E percebi que uma espana sempre me olhava nos intervalos, porém ela estava sempre acompanhada de um rapaz, também hispano que parecia ser seu namorado.
No terceiro dia de aula, não agüentando mais as investidas visuais da bela latina, e aproveitando a oportunamente, resolvi investir quando o “namorado” estava ausente. Se chamava Carmen, havia chegado à alguns meses de El Savador, o péssimo inglês me forçou a ter que falar espanhol, que tenho alguma fluência devido a viagens pela América do Sul. Ela realmente estava interessada na conversa, me concedia total brecha, disse que os brasileiros à deixavam louca e que eram os mais ricos (gostosos) do mundo, mas sempre olhava para o lado das salas, acho que à espreita do suposto companheiro.
Percebendo a situação, convidei-a para um canto menos movimentado, para que ela não se preocupasse tanto com o namorado e continuamos a trocar intimidades e ela pediu meu telefone, foi exatamente no momento em que entregava o meu cartão que o namorado chegou de surpresa olhando com cara feia. Tentei despistar falei algo do tipo: “Ahh, olha aqui a empresa que eu trabalho…”, mas não funcionou muito bem, eles trocaram palavras rápidas e saíram. Voltei à lanchonete do curso, que estava vazia, e novamente de surpresa o latino me apareceu dizendo: “If you talk again with my girl I kick your ass!” naquele “clandestino style” de falar, e saiu… Provavelmente a menina falou algo que não devia.
No fim da aula, contei toda a resenha para um amigo da empresa que fazia o curso comigo e ele ficou indignado, ele é daqueles mais esquentados que perde a cabeça fácil. Entramos no carro, e quando íamos sair da vaga, o especialista em chegadas fulminantes apareceu novamente, estava em um carro (importado, kkkk) com a namorada, olhou pra mim e apontou, como quem passa a mensagem: “Estou de olho em você”, e seguiu dirigindo. Meu amigo ficou muito puto, e foi atrás do hispano, encostou do lado e gritou em inglês: “Você está louco? Você sabe o que é DOR?”, foi o suficiente para o hispano descer do carro e vim em minha direção, não tive tempo de descer do carro e ele acabou me acertando um tapa na orelha! Segurei a mão dele e ele tentava me bater com a outra. Nesta hora meu amigo arrancou o carro e acabei derrubando o filhote de índio usando roupa de macaco! Pedi pro meu amigo ir embora, não fazia sentido ficar brigando num estacionamento americano, e os EMOS não acham isso bonitinho.
Na quinta-feira não pude ir pra aula pois estava em uma fase importante para conclusão do projeto, e queria passar mais um final de semana na Philadelphia. Mas meu colega avistou o casal, sem maiores confusões. Já na sexta-feira, fui para última aula e não vi nenhum hispano no local!
Moral da história: Hispano não assiste aula nas sextas-feiras. (???)




