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O que você não suporta numa mulher? (By Barrozo)

Estava bebendo uma gelada quando uma amiga me faz a seguinte pergunta:
- O que você não suporta numa mulher?
- Eu? – tentando tomar tempo para arranjar uma boa resposta.
- Claro, estamos apenas eu e você aqui na mesa!
- E o que você não suporta numa mulher? – de fato eu precisava de mais tempo pra pensar!
- Não enrola! Fala logo, Barrozo!
Neste momento eu gostaria muito dizer que suporto pouquíssimas coisas, e realmente eu não suporto quase nada, pra que? Sou jovem e ainda não conheci ninguém que me faça ter que suportar algo, então qualquer detalhe fora do ideal me faz pular fora do barco mal navegado!
- Ok, eu já sei! Eu já tive namorada gostosa, feia, alegre, simpática, antipática, falsa, emotiva, fria, gordinha, burra, e de outras muitas variedades, mas eu não suporto BAFO. Mulher com bafo é foda! – risos e mais risos!
Ela sem parar de rir tenta saber mais do assunto – Como assim? Me conta!

Sabe quando você está naquela fase onde começa a ganhar seu próprio dinheiro e a realidade fica um pouco distorcida? Não que você tenha dinheiro pra comprar a boate inteira, ou imagine que tenha! Mas você já possui renda mensal suficiente para poder comprar uma garrafinha de uísque na balada, e pode até ser 12 anos, se você economizar no restante do mês! E o poder do dinheiro faz você imaginar que poderia até contratar uma namorada ou adquirir outros bens até então inalcançáveis.

Eu estava nessa fase quando vi Lorena pela primeira vez. Ela era loira dos fios quase brancos, sua pele mais branca ainda, alta, magra, parecia uma modelo, seios fartos e roupas provocantes. Eu estava na fila da balada quando ela passou por mim em direção à entrada VIP. Neste primeiro instante eu tive a impressão de que ela era uma destas burguesinhas, filha de algum ricão da cidade. Dentro da balada, para minha surpresa, ela estava acompanhando um playboy conhecido meu. Por se tratar daquele cara, eu imaginei que ela deveria ser uma puta paga! E eu deveria fazer o mesmo… Ou não!

O tempo passou, comecei a encontrá-la mais vezes, descobri que ela não trabalhava fazendo programas, não era uma filha de ricão, era apenas uma bonitinha que curtia a vida social e as baladas. Fui chegando, e conhecendo, e chegando, até que fiquei com ela e descobri que ela era virgem. Infelizmente, aquele corpinho bonitinho escondia um mau hálito dos infernos! Era um fedor fora do comum que dava a impressão de que algo estava errado dentro dela. Mas eu tinha meus objetivos, eu queria muito ajudar aquela linda garota, a se livrar do seu hímen, então eu teria que suportar aquele bafo!

Eu evitava beijá-la, estava sempre incentivando-a a escovar os dentes, logo após o almoço eu dizia – Ló, vou escovar os dentes, vamos? – recordo de um dia que após uma longa exposição aquele fedor eu fiquei com dor de cabeça! Eu já não estava mais suportando, apesar do cabaçinho está cada vez mais próximo de voar fora! Eu já não sabia mais o que fazer, eu precisava atingir meu objetivo, mas estava muito perto de desistir! Uma finíssima linha separava o sucesso do fracasso.

Uma noite consegui finalmente trazê-la para minha casa, começamos a nos pegar, eu estava suportando bem o fedor, fizemos a primeira tentativa e o negócio não entrou, ela tinha o famoso cabaço de aço – o impenetrável! Fizemos uma pausa antes de tentar novamente e nesta pausa ela começou com uns papos de ciúmes, e reclamando de certas atitudes minhas. E falava muito perto de mim! Acho que todo aquele mau cheiro e mais o agravante de ter o ego ofendido sem muita razão com aquele papo sem noção, foram suficientes para me enlouquecer. Estourei! Mandei ela se vestir e ir embora e brigamos feio! Nunca mais vi a coitada pessoalmente, graças a deus!

Sushi e Saquê – Parte 2 (by Barrozo)

Eu tinha certeza que aquele choro na minha cama tinha um motivo, ela estava magoada e arrependida por uma atitude impensada. Provavelmente algum cabra safado havia iludido a pobre Renata levando-a pra cama e depois desprezando como uma qualquer. Algum Mané exatamente como eu, que estava tentando transar na primeira noite, sem dar o verdadeiro valor que a aquela mulher perfeita merecia. Eu precisava correr atrás do prejuízo.

Saímos mais algumas vezes e vi que realmente eu superei as expectativas. Eu era exatamente o cara bom que ela procurava. Engatamos um namoro, e eu estava realmente me esforçando pra tudo dar certo, foi quando começou a falta de tempo! Tanto eu quanto ela trabalhávamos muito, os horários não batiam e estava muito difícil de se encontrar, tão difícil que a obrigação de encaixar os horários estava ficando chato.

Para finalizar com “chave de ouro” este breve relacionamento, tivemos nossa primeira noite de amor sem choros, da parte dela. Depois de uma festa fomos para um motel bacana da zona sul. Estava tudo dando certo, quando ela falou no meu ouvido: – Quando estiver chegando me avisa! – fiquei muito excitado, imaginei milhares de coisas que qualquer leitor deste blog deve estar imaginando agora, qual seria o presente que ela ia me dar no ápice do prazer? Antes mesmo que este momento chegasse, ela virou-se por cima de mim, começou a fazer movimentos pélvicos violentos e gemendo como uma potranca no cio.

Fiquei ali em baixo, sem entender muito bem o que estava acontecendo até que ela finalmente gozou. Saiu de cima de mim, deitou-se de lado e dormiu. Eu fiquei me sentindo uma puta! Era a primeira vez que alguém tinha me comido, e eu não gostei. Fiquei ali, com a barraca armada pronto pra guerra. Sabe quando você sai com um lanchinho, você transa e depois deita de lado querendo dar um cochilo e ela fica te abraçando e querendo ficar de conchinha? Eu era exatamente o lanchinho, comecei a abraçá-la e me esfregar tentando tirar algum sarro sem muito sucesso. Por fim, ela fez mais um pouco de sexo burocrático para atender minha necessidade, nos vestimos e na hora de pagar a conta meu cartão bloqueou e ela teve que pagar. Neste momento eu tive certeza, eu era a puta!

Depois disso o namoro acabou e cada um seguiu seu rumo, eu escutei diversas histórias de que ela era uma safada, que dava pra qualquer um. Os fatos começaram a fazer sentindo e mesmo assim eu fiquei bastante feliz, ao menos eu fui o donzelo de engenharia que conseguiu comer uma gata da faculdade.

“Missão dada é missão cumprida.”

Sushi e Saquê – Parte 1 (by Barrozo)

Faculdade de engenharia é foda! Encontrar uma mulher é tão difícil quanto assistir um enterro de anão. Eu posso contar nos dedos todas as garotas pegáveis da minha época de universidade. No último período do curso me ocorreu algo iluminado, conheci Renata numa cadeira de laboratório, por ironia do destino passamos o semestre inteiro praticando experimentos na mesma equipe, ao fim do curso, sem muita esperança, resolvi dar uma investida.

Depois de trocar alguns telefonemas nos encontramos no São João da Cavalheira, uma festa junina open bar. O ambiente estava perfeito, forrozinho, amigos animados e ela caprichando na bebida, os astros se alinhavam e cooperavam para que eu faturasse uma gata de engenharia! Finalmente dançamos uma musica e ela me beijou um pouco antes de entrar em coma alcoólico, tive que tomar conta da criatura até que alguma amiga resolvesse parar de beber e carregar o defunto para casa. Pronto! O pior já tinha passado, agora que eu já tinha beijado era só administrar a situação…

No dia seguinte, ela nem lembrava de ter me visto na festa, conversamos por telefone e contei “quase” tudo que tinha acontecido, fiquei com vergonha de dizer que tinha dado uns beijinhos nela, preferi parecer um cara amigo que ajudou na necessidade, do que um aproveitador de bêbadas. Como forma de retribuir a minha ajuda, um novo encontro foi marcado, o qual ela sempre desmarcava de última hora, levei uns três bolos, já estava desistindo de convidá-la quando ela aceitou ir jantar na minha casa. Apesar do vacilo, Renata sempre se mostrava bastante atenciosamente, madura e inteligente, tratava-se praticamente de uma mulher pra casar.

Para o jantar teriamos sushi e saquê, após algumas entradas e vários masu de saquê, nós iniciamos a preparação dos sushis, pedi ajuda de Renata para fazer os bolinhos de arroz e aproveitei para demonstrar abraçando-a pelas costas. Isto foi suficiente para rolar a química para o novo “primeiro beijo” e o clima esquentar. Eu não pretendia transar com ela, estávamos ficando pela primeira vez e eu esperava uma menina certinha cheia de pudor, achava até que poderia engatar um namoro, mas ela era muito mais do que eu esperava. Então a garota enlouqueceu e rapidamente estávamos tirando a roupa no sofá da sala.

Após poucos minutos de sexo, toda a excitação de Renata foi substituída por uma cara de choro, e ela desabou em prantos. Tive que interromper a madeirada para saber o que se passava e ela dizia que não era aquilo que queria, não podia acontecer de novo, que ela prometeu que não iria errar novamente. Porra, fiquei muito puto! Visto que esta não era a primeira chorona que passara por minha cama, pensei o que eu fiz para merecer tantas mulheres chorando na hora H como se meu quarto fosse um consultório psiquiátrico e eu o Dr. Conselheiro Amoroso prestes a resolver todos os seus problemas mais profundos?

Naquele momento, eu nem lembrava mais desse papinho de namoro e menina certinha e tudo que eu mais queria era sexo, porém a situação me forçou a abortar a foda. Ainda me passei por um homem compreensivo, praticamente um Dr. Conselheiro Amoroso, dando carinho e palavras de ajuda enquanto ela pedia desculpas pela atitude e eu rebatia com um falso: “Fique tranquila, acho que tem que ser bom para os dois, é melhor que esteja acontecendo assim”.

Ela pôs a roupa e foi para casa feliz por conhecer um bom homem, que superou suas expectativas. Eu fui para o banheiro, terminar sozinho o que começamos em conjunto, infeliz por ela também ter superado minhas expectativas.

A Gaia Terapeutica (by Barrozo)

Um dos meus melhores amigos resolveu se casar ainda muito jovem, ele tinha por volta dos 20 quando deu início ao processo de noivado e começou a ensaiar o que seria seu maior pesadelo, se não tivesse ajuda do amigo e conselheiro amoroso, o mestre Barrozo.

Nesta época eu achava aquilo tudo uma grande piada, coisas da cabeça infantil do meu nobre amigo, eu costumava dizer que casar era bom, mas morrer queimado era muito melhor, ele ria e dizia que sem ela, nem morrer queimado fazia sentido. Aproximadamente um ano se passou e a data do casamento foi marcada. Eu não acreditei, fiquei em choque, desta vez deixei claro para ele que aquela seria a maior merda da sua vida, e ele não acreditou.

Meses antes do casamento, veio o convite. Ele me queria como padrinho de seu casamento. Neste mesmo dia eu tentei provar matematicamente que casar era a forma mais cara de se ter uma mulher de graça, mas não teve jeito, ele estava mesmo decidido. Eu não podia aceitar o convite, disse que não tinha namorada e consequentemente não tinha uma madrinha, ele fez questão de oferecer uma amiga solteira da noiva para me acompanhar, ponderei, não era uma má idéia, mas não aceitei, pois nunca concordaria ou mesmo apadrinharia uma escolha tão errada de um amigo.

Alguns meses se passaram e a festa chegou, não compareci na igreja, mas fiz questão de ir para recepção, não podia perder a Boca Livre. A festa foi maravilhosa, conheci uma amiga da noiva, de uma parte da família que morava no interior, esta garota fez valer o casamento, eu conto essa história no próximo post.

Com aproximadamente 2 anos de casado e sem nunca ter traído, o maridão começou a notar a merda que tinha feito, apesar de amar muito sua esposa, e não ter muito o que reclamar, ele vivia bebendo, sem vontade de voltar para casa, não queria mais ouvir as resenhas sobre as garotas que eu ou qualquer um dos nossos amigos estavam pegando/azarando. Percebi que o problema estava apenas nele, e na decisão que havia tomado, mas agora era tarde, talvez o ideal seria mata-lo queimado, mas sugeri a “Gaia Terapêutica”.

A Gaia Terapêutica poderia ser como uma gaia qualquer, mas ela possui precedentes que maximizam o efeito de realização de uma pulada de cerca comum. Ou seja, a gaia é terapêutica quando ela não serve simplesmente para atender o instinto poligâmico do ser humano do sexo masculino, e sim para mostrar que apesar do mercado oferecer muitas opções a sua escolha foi certa e sua mulher é realmente a tampa perfeita para sua panela.

Regininha era a mulher ideal para resolver o problema do meu amigo, ela era doida de pedra, mas sua falta de lucidez vinha acompanhada de uma boa conversa e uma esperteza além do normal. Problemática, havia acabado de sair de um relacionamento, pois o namorado queria vê-la transando com outra mulher, e com outra MULHER ela não aceitava!

Após a apresentação e todo meu incentivo eles acabaram se pegando, no dia seguinte eu vi o homem mais feliz do mundo, ele narrava cada posição da caliente noite de sexo. Ouvi tantos detalhes que parecia que eu estive lá, naquele quarto de motel, assistindo tudo. Notava-se o efeito da gaia terapêutica, o jovem estava animado, alegre, corado, feliz… Mais duas saídas com a Regina e ele viu que não era aquilo que ele queria e estava fazendo uma grande sacanagem com sua companheira de tantos anos que ele tanto amava.

Meses depois a sua esposa engravidou - e o garoto tem o meu nome…

Objetividade?

E ai eu cheguei junto. Dancei, sorri, ela sorriu, feliz, ficou fazendo caras e bocas e depois me deu a noite inteira de conversa. Na hora do vamos ver não quis, disse que tinha namorado, prontamente retrucado que não sou ciumento.

Acho que foi o “que não sou ciumento” que melou o clima. Ou será que foi realmente o fato de ela ter namorado? Ou alguma merda que falei no meio do caminho. Enfim. Que conversa de mulherzinha, mas é foda, ela me fez sorrir a noite toda, me fez achar que íamos dormir juntos, jogou todo o seu charme e depois disse que tinha namorado. É cada uma.

Diante dessa situação me pergunto se realmente seria ruim se as pessoas fossem sinceras logo de cara uma com as outras. Coisa do tipo: “Oi, prazer, Jimbow”. Dois beijinhos. “Prazer, Clara”. Um belo sorriso de ambas as partes, engatando logo um “Já estava há um bom tempo te curtindo ali, a distância. Resolvi encurtar. Essa globalização não tá com nada, o negócio é regionalizar” e ela responde “Totalmente de acordo, a distância torna tudo muito impessoal”. Você manda outra: “Tou no auge da vibe do whisky, tem uma pedra em cima do morro, e ai, rola?” E ela pode responder: “Quando for amanhã, vamos lá hoje!”.

O que vale é a objetividade da coisa. Se a gata estiver “namorado” ela já manda essa do “namorado” porque vai saber suas intenções afinal, ninguém fica conversando a balada toda para virar melhores amigos. O problema é que o ritual do acasalamento animal insiste em permear a sociedade homo sapiens.

Seria interessante se a conversa fosse plenamente desenvolvida na fila para pagar a conta, que as vezes é bem extensa, dentro do carro a caminho da casa do amor, antes e durante, no melhor estilo sincero-romântico-tarado, com carinho e beijinho de despedida. Pode até ser que desse namoro afinal de contas, química é foda.

Desistir?

Começa quando tento, um tentar sem querer, te esquecer.

Tudo é uma questão de acreditar que as coisas não terminaram entre a gente. Você, que me deixou tanto tempo metros acima do chão, agora, simplesmente, se vai. Pior do que isso, se foi por minha causa. Na verdade, fui eu que parti. Como posso aceitar que não nos veremos mais depois de tanta intimidade e tantas juras de amor?

A vida é complicada quando se trata de um grande amor, embora muita gente morra sem nem saber o que é isso. Não importa o que, tenho certeza que é um privilégio viver um grande amor. Outras pessoas, mais privilegiadas ainda, têm o prazer por toda a vida, de casar e viver semi apaixonados para sempre. Acreditem, eu acho isso possível…

Na verdade, possibilidade é algo complicado. É quando você se interessa pela garota e alguma amiga dela chega comentando que ela também está afim. Pronto. Uma ligação e a pergunta: “o que acha de nos encontrarmos na próxima sexta-feira para conversarmos no happy hour?” E ela responde: “sexta-feira, hum, tenho uma viagem programada no sábado logo cedo mas,  é possível!” Baaam. É possível. Na sexta-feira você liga para confirmar e dispara:  “depois da nossa conversa foi inevitável ficar pensando em você, o tempo inteiro..”. Ela prontamente confirma: “nossa! Eu também!” Baaam.

Depois do encontro começam a namorar. O sentimento evolui tanto que você diz para ela não haver uma palavra que descreva o que você sente no dicionário e que teria que inventar uma, muito maior do que o simples “amor”.  Baaam. Você diz que ela é SUA MULHER e que você quer ter um filho com ela. Você se sente nas nuvens, love is in the air e o sexo, incrível.

Começam os problemas e por algum motivo, se separam. Alguém teve que partir, a relação foi tão intensa que se desgastou enfim, o grande amor da sua vida não está mais ao seu lado. Depois de um mês a saudade é tão grande que você simplesmente repensa tudo o que viveu e vê que só lembra das coisas boas. A cabeça dá um nó, o aperto no peito é grande, mas aí, você recorda quem provocou isso e tem que agüentar – calado, sofrendo quieto.

Se existe uma moral da história para isso tudo é: nunca, mas nunca mesmo, subestime o “é possível”.

Boa semana santa.

Eu quando era vivo, com minha gata Pam.

Eu quando era vivo, com minha gata Pam.

Conhece-te a ti mesmo

O título deste é famoso, vem de muitos anos atrás na Grécia antiga quando um certo alguém chamado Sócrates resolveu que o logos (conhecimento) era o pai da racionalidade e que a tragédia grega e sua falta de razão mudariam de rumo vertiginosamente. O ponto é: conquistar os outros, o mundo talvez, é fácil. Difícil é conquistar a nós mesmo.

 

Teríamos um “saco de cose” para discutir em cima da retórica acima, mas acabo escolhendo associá-lo aos relacionamentos passionais. Complicado?

 

Quando conhecemos alguém e nos apaixonamos é como se todas as nossas carências fossem supridas. O ser humano é carente. E somos, sobretudo, um animal impulsivo, dominado por forças que escapam ao controle integral e autárquico da sua consciência. Isso significa que o que de fato nos atrai em determinado alguém muitas vezes é racionalmente inexplicável. Eu acredito que é justamente o que foge do controle. Puramente instinto. É o que nos faz lembrar que essencialmente somos simples animais. E a natureza é tão sábia que colocou no sexo o prazer de perpetuar a espécie. Duro de acreditar, mas somos marionetes neste sentido.

 

Alguns, diante do escrito acima, talvez tenham vontade de sair no meio da rua pelados comendo todo mundo mas não é bem assim. Existe a sociedade e seus princípios. A educação, quando aplicada, nos torna um pouco diferente dos animais “irracionais”. Então, a(o) sua(eu) parceira(o) na maioria das vezes não é escolhida(o) baseado nos seus instintos. O relacionamento ideal deveria ser o casamento entre o racional e o irracional. Filosoficamente falando, entre Apolo e Dionísio. Os dois lados da moeda. Mas, não é bem isso que acontece.

 

Vivemos baseado nas experiências paternas, nas amarras de classes sociais, interesses e tudo mais que nos faça ficar chateado por, inconscientemente, acabarmos sendo influenciados por isso tudo.

 

Quer dizer que não somos donos do nosso destino? Talvez. Ou talvez qualquer forma de onipotência também seja uma forma de ilusão. E ao percebermos que nossos instintos estão de lado e que eles te cobram um preço, acabamos racionalizando em prol da corrente otimista universal que rege as nossas vidas.

 

Sócrates, mesmo sendo o pai da razão, no final abraçou a tragédia grega. É muito difícil viver só de dicotomias, racionalidade. É necessário viver a cultura, a paixão. Ou ainda, uma tragédia grega transfigurada em drama artístico: tudo que nasce – mesmo o que há de mais grandioso – tem de parecer para que o ciclo da vida se perpetue. Sem destruição, não há criação; sem trevas não há luz; sem barbárie e crueldade não há beleza nem cultura.

 

Complemento: sem um fim doloroso não existiria uma grande paixão…

 

(Nos ouvidos: Gotan Project – La Revancha Del Tango)

 

Autor: Jimbow

 

Nunca parcele uma foda!

Li hoje um texto que falava sobre erros que você não deveria cometer ao iniciar o namoro, acho que o escritor não conseguiu se expressar muito bem, mas concordo com ele quando diz que o início do namoro determina o futuro do mesmo, e por isso você não deve abrir mão de tudo para viver uma paixão. No início é realmente difícil, o fogo no novo relacionamento devora sua racionalidade e você só pensa em curtir o momento como se fosse o último!

 

Mas passados alguns meses, a coisa esfria naturalmente, não que seja o fim da paixão ou do relacionamento, mas ambos voltam a utilizar mais a cabeça e sentir falta de alguns sansões, que foram abdicadas naturalmente pelo casal apaixonado. O cara sente falta do futebol nas quartas, da cervejinha com os colegas de trabalho e a menina quer ir ao cinema com as amigas e participar da fofoca na casa da prima nos domingos, enfim as frustrações começam a acontecer e ambos estão presos à idéia de que precisam estar juntos e que não existe a possibilidade de fazer alguns programas “desgrudados”.

 

Se desde o início existe uma educação de que certos programas individuais são saudáveis, as chances de acontecer frustrações no futuro são bem menores. Porém existe um erro que nunca deve ser cometido no final do namoro, e este é frustrante de verdade. O maior erro que um indivíduo pode cometer é ceder às campanhas publicitárias e falsas “facilidades” criadas pelos motéis e acabar parcelando a hospedagem no cartão de crédito. Nunca, eu disse nunca mesmo, parcele uma foda.

 

Acreditem, um namoro, por melhor que seja, pode acabar a qualquer momento e as empresas de cartão de crédito não vão se sensibilizar se o seu namoro acabou, elas enviam a fatura e te cobram. Não existe experiência mais traumática do que passar dois, três ou até dez meses pagando as despesas com “Posto de Gasolina” que você sabe muito bem o que foi, é como uma facada no peito que te faz lembrar que aquela vadia te fudeu a alma!

 

A dica serve pra presentinhos ou qualquer despesa de natureza romântica, evite até usar o cartão, pague em cash ou débito em conta. O futuro é incerto e ter que lembrar uma noite de sexo selvagem nem sempre é bom…

Por que estou aqui?

Estive pensando no porque de escrever um blog, para começar poderia dizer que sempre gostei dos relacionamentos, desde jovem observava e criava idéias e teorias que explicasse e principalmente generalizasse as minhas observações, costumava dizer que em alguns minutos de diálogo, eu podia definir exatamente que tipo de pessoa estava conversando comigo. Depois de crescido, quando meu espaço amostral ficou um pouco maior, passei de um colégio de médio/grande porte para observar uma cidade inteira, vi que algumas teorias até faziam sentido, mas a grande maioria era cocô de menino pequeno, a sociedade é um caos e de perto todos são loucos.

 

E foi com boas e péssimas experiências, e tentando observar tudo de vários ângulos que construí as bases do que sou, e principalmente do que não quero ser. Alguns contos foram decisivos para minha maturidade, aprendi que as pessoas se enganam e traem sem querer, como minha ex que transou sem beijar, então resolvi me fazer um cabra safado, e descobri que isso não é tão ruim. Daí muitas coisas aconteceram, eu me enfiei numa barraca de camping cheia de lésbicas, revolucionando o meu conceito de sexo, e levei um belo de um par de chifres, que me fez pensar em mulheres pra casar e mulheres para comer. E as desventuras não acabaram por ai, recentemente eu me dei mal no Carnatal 2008, mas tudo isso contribui para uma boa personalidade e saber que um Cabra Safado é bem diferente de um Cafajeste ou de um Canalha.

 

Então decidi me dedicar a coisas bestas que trariam o meu enriquecimento pessoal, tratei de fazer aulas de dança de salão, aprendi a tocar violão e por fim fiz aulas de culinária japonesa. Foi por esta última que me apaixonei, e novamente voltei a observar temperos e sabores e aplicar minhas descobertas nessa área como armas nos meus relacionamentos. Aprendi e utilizei a Gelatina Sensual, desenvolvi a Mortandela Caprese, ideal para petiscar durante jogos de futebol e por fim um Camarão com Molho Quatro Queijos para seduzir as mais refinadas…

 

Entendi que é errando e perdendo que se aprimoram os homens e se adquire mais experiência, afinal: No pain, no gain! Porém por que escrever um blog? Agora a resposta fica fácil: Porque eu precisava contar isso tudo pra vocês!

 

Aproveitem o ComidaPraMacho.com!

Como comer uma mulher casada?

Inicialmente gostaria de deixar claro que não sou a favor da traição, penso que nenhum homem deveria ser traído, nem os que merecem. Acredito veemente na teoria de que no mundo já existe mais mulher do que homem justamente pra sempre haver mulher solteira, então com tanta oferta, pra que procurar o que não nos pertence? Mas sei que tem gente com uns tesões malucos, isso é coisa de quem não fez esporte na infância, não sabe competir honestamente e fica dando golpe pelas costas. Também não vou ser hipócrita e dizer que nunca o fiz, já peguei mulher casada sim, a critério de experiência, afinal como eu ia ensinar vocês? Então para agradar alguns muitos Batmans que curtem dividir a caverna com outros morcegos segue a dica.

 

Estava conversando com um amigo esta semana e ele veio me dizendo:

- Comi uma mina casada, essa semana.

- Sério? Casada mesmo?

- Ela tem até um filhinho…

- Putz, e ai?

- Rapaz, o marido dela é meio mala, não coloca dinheiro em casa, só pensa em fumar maconha, meio poeta, meio alternativo. Ela é riquinha de família, meio desequilibrada, ela disse até que ele nem era um bom pai, então…

- Então você que é um cara totalmente compreensivo e acha uma injustiça uma pessoa tão boa como ela passar por essa situação e então que de alguma forma quase inexplicável rolou uma sintonia entre vocês, que se transformou em atração e antes de pensar duas vezes estavam possuídos de desejo e então finalmente arrolentrou!

- Foi. Como você sabe?

- Rum… Conta outra!

 

Pessoas casadas têm problemas, pode ser dinheiro, afetivo, familiar, o que for, o segredo é conseguir identificar o real problema. Pra identificar é muito fácil, se você encontra uma casada na balada sem o marido, por exemplo, se coloque no lugar dela e imagine o que faria você estar agindo exatamente como ela! Depois é só soltar a conversa.

 

No início se mostre um cara compreensivo e compartilhe com ela seu desprezo por homens que não dão um futuro pra suas mulheres! Mesmo se você for este tipo homem!

Depois fale com um tom calmo e frio o quanto devia estar sendo difícil para ela, mas que tudo vem pra um bem maior… Até defenda o corno, dizendo que ele é um cara que não está roubando nem matando ninguém (use um problema muuuito maior do que o real para defendê-lo), mas que ele deveria, na idade que tem, saber que não é legal estar colocando a filha dele nesse mundo de jogatina (use jogatina, droga, bebida, vício, dificuldade econômica, ou qual for o problema que você identificou)! Porém, ela poderia ter pensado melhor antes de se casar porque ela é jovem e LINDA (com aquele tom de voz de quem acredita no que está falando) pra se colocar nessa situação, porque ela tem muito potencial e bla bla bla bla bla… Use um gerador de lero-lero para concluir seu pensamento.

 

Agora, caro Batman, é sócume!  

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